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sexta-feira, 16 de julho de 2010

ATENÇÃO\VERDADE OU NÃO...

ATENÇÃO\VERDADE OU NÃO...

http://betodasneves.multiply.com/journal/item/21/21#_ftn1


Uma análise imparcial e serena da Maçonaria no Brasil leva-nos à triste, dolorosa e decepcionante conclusão de que, depois de ter feito a Abolição da escravatura, a Independência e a República, sucedeu à Maçonaria o mesmo que ao velho Padre Eterno de Guerra Junqueiro: caiu num sono repentino e tumular, e, até hoje, que o saibamos, não fez mais nada... E hoje, sem um objetivo, como teve no passado, quando lutava em prol de alguma coisa ideal e nova (a Abolição, a Independência, a República), a Maçonaria conserva-se por aí, estacionária, acéfala, sediça e impotente, puxada à arreata por uns pobres-diabos, infantis e analfabetos, com fumaças de sabichonice, grávidos de presunção, hidrópicos de água-benta e fedendo a reacionarismo. A única preocupação da Maçonaria no Brasil de hoje parece ser a de substituir-se à Igreja Católica. Um tira-te daí, que me quero lá pôr eu!

Eu Álvaro C.’.K.’.S.’. , SERÁ que ele, o autor do link acima tem razão...? , será que muitos IIr.’. , são (estacionário, acéfalo, e impotente?), quero lembrar que nós maçons somos a diferença, da raça humana, nós nos humanizamos para ajudar e criar um mundo perfeito e justo, entre colunas!!! É o nosso dever, ser defensor da justiça, nós somos os melhores pq nos esforçamos para tal - temos a responsabilidade de não deixar nossa ordem evaporar com o tempo...depende exclusivamente dos IIr.’., temos que pensar e criar novas diretrizes, procurando sempre a perfeição e nunca esquecer a força e a grandiosidade de G.’.A.’.D.’.U.’.Segundo nosso Pod.’. Ir Joao.´.Pareto.´. do Orkut : Ser maçom implica, acima de tudo, em trabalhar em si mesmo. Nosso ideário, expresso em nossos rituais e em nossas leis, objetivam a transformação do "eu", nos dizeres maçônicos, na transformação da pedra-bruta em pedra cúbica polida, a única que tem serventia na construção do Templo.

Este trabalho, em nós mesmos, é penoso e muito difícil. Facilmente podemos constatar que é um trabalho para toda uma vida e que nunca o terminaremos enquanto vivermos.

Embora por vezes nos confundamos, os frutos deste trabalho não são os graus que nos são conferidos nos diversos sistemas ritualísticos maçônicos, não são os cargos que possamos ter em loja ou na estrutura da obediência maçônica.

O verdadeiro fruto é o Maçom, o artífice proficiente em sua arte, a pedra cúbica polida que pode se encaixar perfeitamente em 99 % da obra de construção do Templo.

domingo, 11 de julho de 2010

SER FIEL-SINCERO- TER VIRTUDE- HONESTIDADE


O SER SINCERO



________________________________________

Ser sincero é ser franco, ser verdadeiro e simples. Ser sincero é enaltecer a lisura de caráter. Ser sincero é cultuar a verdade, o princípio certo. Ser sincero é expressar alguma coisa fielmente, como ela é, como ela se apresenta na natureza.
A sinceridade faz surgir a confiança entre as pessoas, estabelece a certeza, nos faz mais fortes. A sinceridade afasta-nos da mentira, da injuria, e da calunia.
Da sinceridade, surgem duas certezas absolutas: a certeza da firmeza de caráter de quem é sincero, e a certeza de estarmos apoiando em bases sólidas nossas atitudes, nossas conclusões.
inceridade é uma virtude que deve estar presente em todos os atos de nossas vidas, principalmente no trato com nossos Amados Irmãos da Fraternidade.
Muitas vezes podemos ficar com reservas em sermos sincero com um irmão, pensando poupar este irmão de algum sofrimento, ou a nós mesmo de algum constrangimento.
Devemos ter consciência de que, silenciarmos ante um fato, também compromete nossa sinceridade, assim como evitarmos estar na presença deste irmão, fugirmos dele, não nos afasta do dever de sermos sinceros. Tanto o calar como o fugir, não são táticas
A falta de sinceridade para com nossos irmãos, dependendo das circunstâncias, além de gerar sentimentos de perda de confiança, sentimentos de Corrente partida, pode até gerar questionamento sobre a sinceridade da própria fraternidade .
Se faltarmos com a sinceridade, cometeremos duas injustiças com nosso irmão: além de privá-lo da Verdade, o pré julgamos ser incapaz de enfrentar a Verdade.
Lembrem-se, o Martinismo é composto por homens e mulheres que aspiram tornarem-se Virtuosos, combatentes do Mal e do materialismo exacerbado, e como tal escolhidos por nós, e que tem como preceito a Verdade.
Certamente existem métodos diferentes em praticarmos a sinceridade com nossos irmãos e irmãs, e por certo nós saberemos como melhor agir: adequar local e hora apropriados, e escolher um método em que os sentimentos sejam fraternalmente compartilhados; isto é, usarmos nossa inteligência e o amor fraternal que o Criador nos presenteou.
Agindo assim teremos certeza de que a confiança permanece intacta, a fraternidade aumenta e que continuaremos a nos reconhecer como irmão...

AMOR PURO...

G.'.A.'.D.'.U.'.

PRECE DO AMOR PURO

AMOR PURO QUE REINA SOBRE TODO O UNIVERSO.
ENCHE PLENAMENTE,MEU CORAÇÃO E MEU CORPO
A FIM DE QUE EU POSSA AMAR
COM TODAS AS MINHAS FORÇAS
AO DIVINO SENHOR DA CRIAÇÃO, AO MEU PRÓXIMO
E A TODOS OS SERES VIVENTES.
DIVINO MESTRE,DOU-TE GRAÇAS POR TUDO
O QUE FIZESTES POR MIM,
DEPOSITEI EM TI, TODA A MINHA CONFIANÇA
E TODAS AS MINHAS ESPERANÇAS.
TENHO ABSOLUTA FÉ, EM TEU SABER INFINITO,
EM TUA ONIPOTÊNCIA DIVINA E EM TEU IMENSO
AMOR PARA COM TODAS AS CRIATURAS.
SABEDORIA DIVINA, REFLETE-TE CONTINUAMENTE
EM MEU ESPÍRITO,SÊ MINHA CHAMA, MEU AMPARO
E MEU GUIA.
E ASSIM MARCHAREI FIRMEMENTE, NO CAMINHO
DA JUSTIÇA E DA VERDADE.
ASSIM SEJA , PAZ A TODOS OS SERES.

As Marcas que ficam...

Havia um garoto, que com uma freqüência muito grande, magoava a todos com quem convivia, especialmente os seus familiares.

Um dia seu pai o chamou-lhe e entregou-lhe uma tábua, um martelo e alguns pregos. Disse ao filho para cravar os pregos na tábua com bastante raiva. O filho assim o fez.
Em seguida seu pai pediu-lhe que retirasse todos os pregos e ele obedeceu.
Disse em seguida o pai:
- Filho remova também as marcas.
O filho respondeu:
- As marcam não dão para remover.
O pai então explicou:
- Filho, esta tábua são seus amigos. O martelo é você e as suas palavras e atitudes são os pregos que magoam os teus amigos. Ao pedir desculpas você estará apenas removendo os pregos, porque as marcas ficarão para sempre.


Autor desconhecido
Abraço Fraterno!


PP


domingo, 4 de julho de 2010




MENSAGENS DE VIDA






1. O PRAZER DE VIVER


A vida é um dom precioso recebido de Deus e deve ser também uma linda festa! Por isso, com muita paz, amor e alegria, abrace o amanhecer deste novo dia que desponta. Respire profundamente o ar puro da manhã e dê graças ao Senhor pela vida que transborda em você e ao seu redor.
2. TRABALHAR COM ALEGRIA
Seja qual for o trabalho, ele é sempre uma escola de vida. O trabalho enobrece as pessoas e, quando realizado com amor e dedicação, deixa lembranças positivas. Faça de seu trabalho uma fonte de realização pessoal e de progresso. Sinta a alegria e a satisfação de participar da obra criadora de Deus!
3. SORRIR SEMPRE
O valor contagiante e terapêutico do sorriso está largamente comprovado. Ele é o oxigênio que purifica o sangue, melhora a circulação, relaxa os músculos e traz saúde e alegria. Sorria sempre e para todos! O sorriso é o melhor presente e o melhor “bom dia” que podemos oferecer ao próximo.
4. CULTIVAR A BONDADE
A bondade é uma flor delicada que germina e cresce nos corações sensíveis e generosos. Renove cada dia sua disposição para a prática do bem. Alegre-se com as conquistas e os sucessos de seus colegas, mesmo que você ainda não os tenha alcançado. Abra o coração para a admiração e a solidariedade.
5. VIVER O DIA DE HOJE
O amanhã não lhe pertence, só o dia de hoje é seu. Aproveite o presente e seja feliz; o amanhã ainda não chegou e o ontem já passou. O hoje é o tempo que Deus lhe oferece para desfrutar cada minuto deste dom tão valioso que é a vida!
6. A FORÇA INTERIOR
A força que você tem dentro de si é fonte geradora de energia, de vida e de amor. Para ela não existe tarefa impossível. Renove a cada dia a força interior e agradeça a Deus por esse dom que lhe dá infinita paz e capacidade de superar qualquer obstáculo.
7. SAÚDE: DOM PRECIOSO
A saúde é um dom de inestimável valor. A pessoa saudável é alegre, feliz e está sempre bem-disposta. Cuidar da saúde do corpo e do espírito e zelar por ela é demonstrar gratidão a Deus por uma dádiva tão preciosa! Jamais coloque em risco sua saúde com imprudências ou exageros de qualquer espécie.
8. AGRADECER SEMPRE
A semente, as plantas e os animais agradecem à terra, que, por sua vez, agradece ao sol e à chuva, que, por sua vez, agradecem aos rios, aos mares e às florestas. Como a natureza, viva também em contínua ação de graças a Deus. Um “obrigado” sincero torna o coração mais sensível e carinhoso.
9. HUMILDADE É DIGNIDADE
Humildade é verdade e dignidade! É nobre a pessoa que sabe reconhecer em si e nos outros as limitações, assim como as boas qualidades e os talentos. É sábio respeitar-se e respeitar o outro, pois quem respeita será respeitado e bem-vindo.
10. DEUS È AMOR E BONDADE
O amor de Deus está em você e em seu próximo, que é todo aquele que passa por você, seja rico ou pobre, sábio ou ignorante, branco ou negro. Mirando com os olhos de bondade, verá brilhar nas pessoas uma luz com a qual Deus marca todos os seus filhos. Faça hoje essa experiência praticando algum ato de bondade.
11. SERENIDADE E PAZ
A serenidade é reflexo da paz interior. A rotina do dia-a-dia, muitas vezes, absorve você e lhe rouba a tranqüilidade. Deixe a harmonia do universo ressoar em seu ser: olhe as estrelas, contemple as flores, ouça o canto dos pássaros. E, sobretudo, sinta a presença suave e carinhosa de Deus em sua vida.
12. SER GENTIL
Palavras respeitosas e gentis alegram o coração e suavizam os sofrimentos. Até uma crítica, se for feita com cortesia, será bem recebida. Seja sempre gentil e respeitoso com todos. Irradiando ternura nos relacionamentos, você irá encantar as pessoas e sentir-se-á muito bem.
13. CADA VEZ MELHOR
A pessoa otimista acredita que o momento seguinte será melhor que o passado. Ela comunica sentimentos de esperança, vitalidade, força e bem-estar. Está sempre atenta ao novo. Envolva-se também você na luz que vem de Deus e irradie a todos otimismo, saúde e alegria!
14. A VERDADE É TRANSPARENTE
Ser verdadeiro exige transparência e simplicidade. As mentiras e os subterfúgios tiram a paz da consciência e corrompem os bons costumes. Cultive atitudes corretas, aja com limpidez e honestidade, e você será uma pessoa benquista e amada, e, sobretudo, terá sono tranqüilo.
15. A VERDADEIRA RIQUEZA
Os bens materiais adquiridos honestamente são méritos do trabalho e do esforço de cada um. Eles, porém, são passageiros; têm sabor, mas não matam a fome. A verdadeira riqueza e a satisfação plena vêm de Deus e da fé. Busque no seu dia-a-dia os bens que duram e trazem realmente a felicidade.
16. SER LIVRE E FELIZ
A verdadeira liberdade gera alegria, paz e responsabilidade. Vícios, rancores, maldades criam prisão interior, que é a pior das prisões. Volte-se para Deus e seja como ele o criou: livre e feliz como um filho esperado e querido, mas responsável por seus atos e palavras.
17. O MILAGRE DA VIDA
Mais um dia que surge. Todos acordam para as atividades, tudo desperta para a vida! Abra um sorriso, esqueça o que passou e siga em frente! Abrace a vida! Dedique-se a seus projetos com perseverança e clareza. Enfrente as dificuldades com determinação e coragem, e você verá como o milagre da vida acontece.
18. O VALOR DA AMIZADE
A amizade é um tesouro dado por Deus; é dar e receber atenção e amor, sentir carinho e simpatia por alguém! Ela leva a pessoa a amar, saber escutar, consolar, aconselhar e compartilhar a vida. Cultive suas amizades como flores de um jardim.
19. O VALOR DO SOCIAL
Todo trabalho exige motivação e esforço. Uma das motivações mais nobres para suas atividades deverá ser o social. Não há salário que pague um trabalho em favor do outro, de uma pessoa necessitada, carente ou excluída. A gratificação está dentro de seu coração e nas mãos de Deus. Procure hoje ajudar alguém.
20. SABER PARAR: SABEDORIA
É sabedoria saber parar, por algum tempo, as atividades da vida. Parar a fim de tomar fôlego e reabastecer-se de energia. Procure hoje se deter para abraçar um amigo, ouvir seus pais, dar atenção aos seus filhos, a seus avós, acariciar uma criança ou olhar uma flor. Detenha-se, sobretudo, para falar com Deus.
21. MENSAGENS POSITIVAS
As mensagens positivas, enviadas ou recebidas, fazem bem a todos, pois irradiam luz, calor e muita vida! Permita que elas encontrem ressonância no íntimo de seu ser e lhe comuniquem o maior dom que existe: a fé! Envie hoje, com carinho, uma mensagem positiva pra alguém.
22. SABER PERDOAR
Perdoar é a maior caridade! A caridade se manifesta por meio de uma esmola, da visita a um enfermo ou da adoção de um órfão. O perdão, porém, exige compreensão, bondade, amor profundo e, sobretudo, despojamento dos ressentimentos. Ofereça hoje seu perdão por alguma ofensa recebida ou mágoa retida no coração.
23. ACREDITAR NOS SONHOS
As grandes realizações da humanidade nasceram da imaginação de pessoa sonhadoras. A pessoa que não sonha já perdeu o sentido da vida. Leve a sério todo anseio gerado por sua imaginação ou uma aspiração que você julga ser construtiva. Procure transformar seu sonho em realidade, lute por ele.
24. DIZER “BOM-DIA”
“Bom-dia” tanto pode ser uma saudação rotineira como pode estar repleta de significado. Valorize o seu “bom-dia!” e, antes de desejá-lo a alguém, dirija-o primeiro a você. Você se sentirá plenificado pela luz do dia e pela presença de Deus. Em seguida, deseje a todos um “bom-dia”!
25. DIFICULDADES SÃO DEGRAUS
Na vida, muitas vezes, aparecem dificuldades. Contudo, por mais complicadas que elas sejam, há sempre uma forma de manter o controle. Os obstáculos são degraus preciosos que levam a pessoa a desenvolver sua personalidade e a testar sua capacidade de superação. Procure hoje administrar bem suas dificuldades.
26. SABER DIALOGAR
O diálogo aproxima as pessoas, resolve os problemas difíceis e esclarece as questões complicadas. É uma ferramenta poderosa para solucionar mal-entendidos e transformar campos de guerra em ambientes de paz. Um bom diálogo exige saber escutar. Ao longo do dia de hoje, fique atento aos seus diálogos.
27. CONVERSAR COM DEUS
É nos momentos de prece que você sente o calor paterno da presença de Deus. É gratificante viver sob a proteção de Deus. Coloque nas mãos dele suas aspirações, seus projetos, suas dúvidas e suas dificuldades, e ele será seu guia de apoio no caminho da felicidade e do bom. Comece o seu dia conversando com Deus.
28. SER SOLIDÁRIO
O coração humano e solidário não quer ser feliz sozinho, mas luta pela felicidade de todos os seus irmãos e filhos de Deus. Preocupar-se com o bem-estar dos outros é identificar-se com o amor de Deus, que criou todos para a felicidade. Procure, hoje, fazer feliz ao menos uma pessoa.
29. A FAMÍLIA COMO ALICERCE
Amar os pais, os filhos, os avós, os irmãos, os primos, os tios, a esposa ou marido, enfim, todos os parentes, é fortalecer os valores mais puros. A família é o alicerce forte e firme da verdadeira fraternidade. Procure sentir e apreciar, pelo menos por alguns momentos, seu ambiente familiar.
30. O VERDADEIRO SUCESSO
O sucesso não se mede pelo lucro acumulado, nem pela quantidade de bens adquiridos. O verdadeiro sucesso está na satisfação pelo dever cumprido e na consciência tranqüila de ter contribuído para um bom êxito de um empreendimento saudável. Agradeça a Deus, hoje, pelas coisas boas que lhe acontecem na vida.
31. DORMIR BEM PARA ACORDAR FELIZ
Cada pessoa sabe quantas horas de sono lhe são necessárias para o bem-estar físico e mental. Procure respeitar o momento de sono e fazer com que ele ocorra de forma serena e prazerosa. Só assim o seu despertar será feliz, cheio de energia, vigor, alegria e disposição. E você poderá exclamar: hoje é um novo dia!

terça-feira, 29 de junho de 2010

ACALMA-TE




ACALMA-TE




..."A Deus tudo é possível"... Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas.
Lembra-te de que o Senhor Supremo pede serenidade para exprimir-se com segurança.
A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranquilas.
O fruto que te nutre, representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa.
Cada dia que se levanta é convite de Deus para que Lhe atendamos à Obra Divina, em nosso próprio favor.
Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano.
Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.
Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.
De certo, encontrarás ainda hoje, corações envenenados que destilam irritação e desgosto, medo e fel.
Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os com a tua paz.
Os desesperados tornarão a harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão.
É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído e sem violência.
Recorda que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra e passa...
Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera.
Não olvides a palavra do Mestre quando nos afirmou que a Deus tudo é possível, e, garantido o teu próprio descanso, refugia-te em Deus.

segunda-feira, 28 de junho de 2010




VENERÁVEL MESTRE, E DEPOIS...?




Ao final de cada etapa de nossas vidas, devemos refletir sobre

nossos atos e analisarmos o que poderíamos ter feito para ter
tornado melhor a fase passada e o que fizemos de bom para ser
utilizado para o resto de nossa passagem pela Terra. As lições são
muitas, e sábio é aquele que consegue enxergá-las como benesses
em vez de obstáculos e dificuldades.
Se for verdade que os Mestres Instalados são os Guias da
Fraternidade, cabe neste momento a reflexão sobre suas atividades e
procedimentos.
Os Irmãos, escolhidos dentre tantos outros, assumem seu
Veneralato, acima de tudo, a confiança neles depositada. O trabalho
exige muito discernimento, coragem, determinação, responsabilidade
e especialmente tolerância, tolerância e tolerância... Mas o verdadeiro
Venerável Mestre aprende, em sua gestão, que essa
responsabilidade deve ser dividida entre todos os obreiros da Loja
que, pela glória do Grande Arquiteto do Universo é Templo eterno,
muito além dos homens. Erros e acertos fazem parte da história da
oficina, e essa história será contada através de gerações, para cada
neófito em nossa Ordem. Portanto, Veneralato é coisa séria, e os
erros e acertos devem ser divididos para que todos passem seus
cargos convictos de que fizeram o melhor que puderam. É sugestão
aos Veneráveis, que cobrem da Chancelaria o envio de mensagens
às cunhadas e Irmãos nas suas datas mais importantes.
Com o intuito de acatar a gentileza e amizade de convites de visitas à outras Lojas, estimule os
Obreiros para que na medida do possível, escalados pelo Secretário, Irmãos representem a Loja
nas sessões para as quais são convidados.
Se dificuldades surgirem ao longo dessa jornada, não desanimem, aprenda com elas, assim
o caminho a seguir será edificado em cima de vitórias. E vencer é superar problemas. Contudo,
diríamos que, somente seremos fortes, individual e coletivamente, quando conhecermos nossas
fraquezas e nos dispusermos a dar o real valor à sinceridade, a lealdade e a verdade.
Feliz a Loja que conta com Mestres Instalados que atendem as condições e executem a sublime
incumbência de Ex-Veneráveis da Oficina e a Lei Natural. Como tal são instrumentos da Verdade,
construtores da sociedade ideal, conhecendo os limites de suas forças e de suas fraquezas, são o
espelho da Oficina e a Oficina o espelho deles. Produzem bons frutos no lar, na Loja, na sociedade
e vivem para a Pátria e para a Humanidade.umanidade.
Esperamos que os novos Veneráveis Mestres façam jus à confiança neles
depositadaumanidade.Humanidade e que suas administrações sejam repletas de felicidade,
trabalho, honradez, acertos e harmonia, sempre protegidos e iluminados pelo Mestre Maior,
amparados por todos os “paster masteres”, pelas novas e maravilhosas luzes do 1º e 2º Vigilantes e
por todos os Irmãos membros da Loja.
Depois de ter exercido o Veneralato, o Paster-Master ou Ex-Venerável de uma Loja, Simbólica,
recebe este tratamento significando que já “passou” pela cadeira do Rei Salomão.
O Venerável transmite o cargo a outro Mestre eleito regularmente pelos membros do quadro,
passando a ser então um ex-Venerável ou Paster-Master, isto é, aquele que já foi Venerável e
conservando, naturalmente, quando for ocaso, a sua condição de Mestre Instalado. Recebe do novo
Venerável o Avental de Past-Master e uma Jóia com emblema representando a Quadragésima
Sétima Preposição de Euclides.
O Paster Master não deve esquecer que é a sustentação de sua Loja, não podendo declinar da
autoridade de que está investido e não deve ser prepotente, pois é na sua postura e liderança que
está fixada a grandeza da Loja Maçônica. Deve ser as Colunas que sustentam a Loja. Por todo seu
saber recém vivenciado, deve ser apoio não somente no sentido de corroborar com a administração
da Loja, e também, em forma de sugestões e críticas que fará repensar e redirecionar caminhos.
Não se afastem, mas, procurem e tragam de novo para o seio da Loja, todas as estrelas que
têm se desgarrado deste firmamento, por quaisquer que sejam os motivos, fazendo-os retornar suas
luzes para o convívio novamente, demonstrando-lhe que sentimos muito as suas ausências e o
quanto serão importantes daqui para frente, nos trabalhos que nos propomos a fazer.

VENERÁVEL MESTRE EFICIENTE






.'.VENERÁVEL MESTRE EFICIENTE .'.


    VENERÁVEL MESTRE EFICIENTE







VENERÁVEL - Primeiro Oficial e Presidente de uma Loja Simbólica. O Venerável Mestre deve ter estudado a ciência maçônica e desempenhado os postos e dignidades inferiores. É necessário que possua um conhecimento profundo do homem e da sociedade, além de um caráter firme, mas razoável. As atribuições e deveres dos Veneráveis são muitos e de várias índoles e acham-se definidos e detalhados com precisão, de acordo com o Rito e a Constituição da Potência de sua jurisdição.


Há sem dúvida um Sinal infalível: o verdadeiro candidato para o posto de guia de seus Irmãos é o Maçom que não pede o cargo; não o cobiça e que, aspirando essa exaltação como um ideal, não se julga merecedor dela. Sentir-se sem mérito para um posto de preeminência é apreciar a dignidade do cargo e começar a ser merecedor do mesmo.


O Venerável Eficiente, não é fácil se encolerizar nem é autoritário, embora a autoridade seja um de seus instrumentos; é capaz de organizar e colocar objetivos definidos, diante dos olhos dos membros do quadro e apontar meios viáveis para a sua consecução. Venerável Eficiente é todo aquele que, graças a sua personalidade e a sua admirável capacidade de trabalho e poder aglutinador, consegue dirigir o grupo com a participação espontânea de seus membros; não precisa ser eloquente tribuno, mas deve saber falar, calar e agir certo, nos momentos certos; a história nos enobrece com estas pal avras, dita em voz comovida, pelo Ir\ W..CHURCHIL, salvaram a Inglaterra na última Grande Guerra: “não posso lhes oferecer, senão sangue, suor e lágrimas”.


Ser Venerável Eficiente, não é ter poderes materiais ou intelectuais; lidera, sem jamais tentar impor sua vontade; sabe que não é “dono da Loja“ e sim seu temporário administrador; reúne qualidades especiais, como: competência, coragem, prudência, tolerância moderada, gentileza, cordialidade, idealismo, honorabilidade, entusiasmo no trabalho.


Ser Venerável Eficiente é buscar a felicidade de todos, mesmo construída com sacrifício e renúncia, procurando atrair Obreiros afastados da Loja, deixando espaços difíceis de preencher. Ser Venerável Eficiente é ser a essência da Loja, conhecendo a Arte de Viver em União. Não precisa ter imensa cultura, mas que tenha, em abundância, Sabedoria, Força e Beleza maçônicas. Exato observador dos homens e das coisas atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertence no mundo profano.Ser Venerável Eficiente é procurar conhecimento para encontrar o melhor caminho e administrar a Loja com habilidade e técnica na gestão do tempo disponível em momentos produtivos; no equilíbrio das discussões, mantém o foco dos debates, conduzindo as questões, prevenindo os insultos e levando a Loja a um consenso; no cumprimento fiel do horário de inicio e término das Sessões para garantir que todos saiam das sessões satisfeitos.O Venerável Eficiente dirige sua Loja à voz de sua consciência e louvor ao Grande Arquiteto do Universo, sem temor, favor ou recompensa e guia-se sempre pela moral, pela liberdade, pela justiça e pela razão, segundo as promessas de sua Instalação.


O Venerável Eficiente deve conhecer e reconhecer suas limitações e fazer tudo para superá-las; precisa gostar de aprender e conhecer da Liturgia, Ritualística e Legislação maçônica; ter imensa vocação, para ensinar, principalmente com seus exemplos.O Venerável Eficiente deve bem manejar a palavra, no tom certo. A palavra dita de maneira inadequada e em momento inoportuno, se pronunciada de modo agressivo poderá nos ferir a alma; o Venerável deve saber usar bem a palavra, empregando termos corteses e delicados, tratando os Irmãos com a mesma afetividade, consideração e respeito como gostaria de ser tratado. Respeita a soberana decisão da sua Loja e se faz respeitar. O Venerável Eficiente precisa saber sorrir, mas não deve ter vergonha de chorar. Respeita o próximo, independentemente de cor, posição social, credo ou idealismo político; Deve ter infinita crença em Deus, acirrado devotamento à Pátria e imenso amor à família.


Concluindo - Verdadeiro Venerável Mestre é o que, ao término do seu mandato, prefira servir em qualquer cargo, em vez da inutilidade de estar no Oriente como Venerável de Honra.






Valdemar Sansão - M\ M\

Ordem dos Templários

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim "Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici"),[2] mais conhecida como Ordem dos Templários, Ordem do Templo (em francês "Ordre du Temple" ou "Les Templiers") ou Cavaleiros Templários (algumas vezes chamados de: Cavaleiros de Cristo, Cavaleiros do Templo, Pobres Cavaleiros, etc). Foi uma das mais famosas Ordens Militares de Cavalaria.[3] A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.

Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se tornarem monges. Usavam seus característicos mantos brancos com a cruz vermelha de malta, e seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local de sua sede (a mesquita Al-Aqsa no cume do monte onde existira o Templo de Salomão em Jerusalém) e do voto de pobreza e da fé em Cristo surgiu o nome "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão".
O sucesso dos Templários esteve vinculado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem reduziu-se. Rumores acerca da cerimónia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças, e o rei Filipe IV de França profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o Papa Clemente V a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados em estacas.[4] Em 1312, o Papa Clemente dissolveu a Ordem. O súbito desaparecimento da maior parte da infra-estrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas, que mantem o nome dos Templários vivo até os dias atuais.
A Ordem foi fundada por Hugo de Payens, com o apoio de mais 8 cavaleiros e do novo rei de Jerusalém de novme Balduíno II, após a Primeira Cruzada em 1118 com a finalidade de proteger os peregrinos que tentassem chegar em Jerusalém, porém eram vítimas de ladrões,[5] e a Terra Santa dos ataques dos maometanos mantendo os reinos cristãos que as Cruzadas haviam fundado no Oriente.
Oficialmente aprovada pela Igreja Católica por meio do papa Honório II em torno de 1128,[6][7] ganhando insenções e privilégios, dentre estes, o lider teria o direito de se comunicar diretamente com o papa. a Ordem tornou-se uma das favoritas da caridade em toda a cristandade, e cresceu rapidamente tanto em membros quanto em poder, estavam entre as mais qualificadas unidades de combate nas Cruzadas[8] e os membros não-combatentes da Ordem geriam uma vasta infra-estrutura econômica, inovando em técnicas financeiras que constituíam o embrião de um sistema bancário,[9][10] e erguendo muitas fortificações por toda a Europa e a Terra Santa.
A regra dessa ordem religiosa de monges guerreiros (militar) foi escrita por São Bernardo. A sua divisa foi extraída do livro dos Salmos: "Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam" (Sl. 115,1) que significa "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória".
O seu crescimento vertiginoso, ao mesmo tempo que ganhava grande prestígio na Europa, deveu-se ao grande fervor religioso e à sua incrível força militar. Os Papas guardaram a ordem acolhendo-a sob sua imediata proteção, excluindo qualquer intervenção de qualquer outra jurisdição fosse ela secular ou episcopal. Não foram menos importantes também os benefícios temporais que tal Ordem recebeu dos soberanos da Europa.
   As Cruzadas foram guerras proclamadas pelo papa, em nome de Deus, e travadas como se fossem uma iniciativa do próprio Cristo para a recuperação da propriedade cristã ou em defesa da Cristandade. A Primeira Cruzada foi pregada pelo papa Urbano II, no Concílio de Clermont, em 1095. A sua justificativa tinha como fundamento a recuperação da herança de Cristo, restabelecer o domínio da Terra Santa e a protecção dos cristãos contra o avanço dos veneradores do Islã. Esta dupla causa foi comum a todas as outras expedições contra as terras pertencentes aos reinos de Alá e, desde o princípio, deram-lhes o carácter de peregrinações. As cruzadas tomaram Antioquia, (1098) Jerusalém, (1099) e estabeleceram o principado de Antioquia, o condado de Edessa e Trípoli, e o Reino Latino de Jerusalém, os quais sobreviveram até 1291. A esta seguiram-se a Segunda Cruzada, (1145-48) e a Terceira, (1188-92) no decorrer da qual, Chipre caiu sob domínio latino, sendo governada por europeus ocidentais até 1571. A Quarta Cruzada (1202- 04) desviou-se do seu curso, atacou e saqueou Constantinopla (Bizâncio), estabelecendo domínio latino na Grécia. A Quinta Cruzada (1217- 21) foi a primeira do rei Luís IX da França. Contudo, houve também um grande número de empreendimentos menores (1254 -91), e foram estes que se converteram na forma mais popular de cruzada.
   O poder da Ordem tornou-se tão grande que, em 1139 que o papa Inocêncio II emitiu um documento declarando que os templários não deviam obediência a nenhum poder secular ou eclesiástico, apenas ao próprio papa.
   Um contemporâneo (Jacques de Vitry) descreve os Templários como "leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de batalha, monges piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para com Seus amigos".
    Levando uma forma de vida austera não tinham medo de morrer para defender os cristãos que iam em peregrinação a Terra Santa. Como exército nunca foram muito numerosos aproximadamente não passavam de 400 cavaleiros em Jerusalém no auge da Ordem, mesmo assim foram conhecidos como o terror dos maometanos. Quando presos rechaçavam com desprezo a liberdade oferecida a preço de apostatarem (negação da Fé cristã).
    Crescimento da ordem e a perda de sua missãoCom o passar do tempo a ordem ficou riquíssima e muito poderosa: receberam várias doações de terras na Europa, ganharam enorme poder político, militar e econômico, o que acabou permitindo estabelecer uma rede de grande influência no continente.
    Também começaram a ser admitidas na ordem, devido à necessidade de contingente, pessoas que não atendiam aos critérios que eram levados em conta no início. Logo, o fervor cristão, a vida austera e a vontade de defender os cristãos da morte deixaram de ser as motivações principais dos cavaleiros templários.
    A riqueza da ordem atrai o Estado e a Igreja CatólicaTemplários condenados à fogueira pela Santa Inquisição.
    Filipe IV de França pensou em apropriar-se dos bens dos Templários, e por isso havia posto em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresia.
    A ordem de prisão foi redigida em 14 de Setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e no dia 13 de Outubro de 1307 (uma sexta-feira) o rei obrigou o comparecimento de todos os templários da França. Os templários foram encarcerados em masmorras e submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia, no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no Castelo de Chinon, no qual Filipe IV de França (Felipe, o Belo), influenciado por Guilherme de Nogaret havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem.
   O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V, absolveu os templários, das acusações de heresia, evidenciando, assim, que a queda histórica da Ordem deu-se por causa da perda de sua missão e de razões de oportunismo político.
    Da perda de sua missão o que caracterizou não mais uma vida austera como no inicio da ordem se aproveitou Felipe, o Belo, para se apoderar dos bens da Ordem, acusando-a de ter se corrompido. Ele encarcerou os Superiores dos Templários, e, depois de um processo iníquo, os fez queimar vivos, pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas pelas leis da Igreja e da Inquisição, bem como pelos Concílio de Vienne (França) em 1311 e Concílio regional de Narbona (França) em 1243.
Da Sentença do Papa Clemente V aos nossos diasFilipe IV da França.
   O chamado "Pergaminho de Chinon" ao declarar que Clemente V absolveu a Ordem das acusações de heresia, e que deu a absolvição ao último grã-mestre, Jacques de Molay, e aos demais cavaleiros, suscitou a reação da monarquia francesa, de tal forma que obrigou o papa Clemente V à uma discussão ambígua, sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne, pela bula "Vox in excelso", a qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia.
   Após a descoberta nos Arquivos do Vaticano, da acta de Chinon, assinada por quatro cardeais, declarando a inocência dos Templários, sete séculos após o processo, o mesmo foi recordado em uma cerimónia realizada no Vaticano, a 25 de outubro de 2007, na Sala Vecchia do Sínodo, na presença de Monsenhor Raffaele Farina, arquivista bibliotecário da Santa Igreja Romana, de Monsenhor Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto do Vaticano, de Marco Maiorino, oficial do Arquivo, de Franco Cardini, medievalista, de Valerio Manfred, arqueólogo e escritor, e da escritora Barbara Frale, descobridora do pergaminho e autora do livro "Os templários".
   O Grão Priorado de Portugal esteve representado por Alberto da Silva Lopes, Preceptor das Comendadorias e Grão Cruz da Ordem Suprema e Militar dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão.[carece de fontes?]
   Considerações finaisA destruição da Ordem do Templo propiciou ao Rei francês não apenas os tesouros imensos da Ordem (que estabelecera o início do sistema bancário), mas também a eliminação do exército da Igreja, o que o tornava senhor rei absoluto, na França.
  Nos demais países a riqueza da ordem ficou com a Igreja Católica.
   Antes de ser queimado vivo em 1314, Jacques de Molay teria intimado o Rei Felipe O Belo e o Papa Clemente V a comparecer ao julgamento de Deus a partir da pira. E que Felipe O Belo e seus descentes teriam algum revés letal. O rei Felipe veio a falecer no mesmo ano de 1314, assim como o Papa Clemente V. Nos catorze anos seguintes, os três filhos do rei, que seriam seus sucessores no trono, faleceram, encerrando a linhagem direta de 300 anos dos reis Capetianos (Capet), levando muitos a crer que a dinastia fora amaldiçoada - daí o nome "Os Reis Malditos" (Les Rois Maudits). De Molay teria desafiado o rei e o Papa a encontrá-lo novamente diante do julgamento de Deus antes que o atual ano terminasse - apesar de esta frase não constar em relatos modernos da execução de Jacques de Molay. Felipe o Belo e Clemente V de fato morreram ainda no ano de 1314. Esta série de eventos formam a base de Les Rois Maudits (Os Reis Malditos), uma série de livros históricos de Maurice Druon. Ironicamente, o Rei Luis XVI era um descendente de Felipe O Belo e sua neta Rainha Joana II de Navarre. Quando a cabeça do rei Luis XVI caiu na cesta da guilhotina, um homem não identificado se aproximara. Mergulhou a mão no sangue do monarca, sacudindo-a no ar e gritara: "Jacques de Molay, fostes vingado!"[carece de fontes?]
    A Ordem do Templo e a historiografiaO fato de nunca ter havido uma oportunidade de acesso aos documentos originais dos julgamentos contra os templários motivou o surgimento de muitos livros e filmes, com grande repercussão pública, porém, sem nenhum embasamento histórico. Por este mesmo motivo, muitas sociedades secretas, como a Maçonaria, se proclamam "herdeiras" dos templários.
    A obra, publicada pela Biblioteca Vaticana: "Processus contra templários", restaura a verdade histórica sobre Os Cavaleiros da Ordem do Templo, conhecidos como templários, cuja existência e posterior desaparecimento foram motivo de numerosas especulações e lendas.
    Os Pergaminho de Chinon são relativos ao processo contra os templários, realizados sob o pontificado do Papa Clemente V, cujos originais são conservados no Arquivo Secreto do Vaticano. O principal valor da publicação reside na perfeita reprodução dos documentos originais do citado processo e nos textos críticos que acompanham o volume; explicam como e por que o pontífice Clemente V absolveu os Templários da acusação de heresia e suspendeu a Ordem sem dissolvê-la, reintegrando os altos dignitários Templários e a própria Ordem na comunhão da Igreja.
Grão-MestresJacques de Molay - O último Grão-Mestre da Ordem, morreu queimado
1. Hugo de Payens1118-1136
2.Robert de Craon1136-1147
3.Everard des Barres1147-1149
4.Bernard de Tremelay †1149-1153
5.André de Montbard1153-1156
6.Bertrand de Blanchefort1156-1169
7.Philippe de Milly1169-1171
8.Odo de St Amand1171-1179
9.Arnold of Torroja1181-1184
10.Gerard de Ridefort †1185-1189
11.Robert de Sablé1191-1193
12.Gilbert Horal1193-1200
13.Phillipe de Plessis1201-1208
14.Guillaume de Chartres1209-1219
15.Pedro de Montaigu1218-1232
16.Armand de Périgord1232-1244
17. Richard de Bures (Contestado)1244/5-1247 [11]
18.Guillaume de Sonnac †1247-1250
19.Renaud de Vichiers1250-1256
20.Thomas Bérard1256-1273
21.Guillaume de Beaujeu †1273-1291
22.Thibaud Gaudin1291-1292
23.Jacques de Molay1292-1314


Ligações Entre Templários e MaçonariaA destruição do arquivo central dos Templários (que estava na Ilha de Chipre) em 1571 pelos otomanos[carece de fontes?], tornou-se o principal motivo da pequena quantidade de informações disponíveis e da quantidade enorme de lendas e versões sobre sua história.
    Uma das versões faz ligação entre os Templários e uma das mais influentes e famosas sociedades secretas, a Maçonaria.
   Historiadores acreditam na separação dos Templários quando a perseguição na França foi declarada. Um dos lugares prováveis para refúgio teria sido a Escócia. Onde apenas 2 Templários haviam sido presos e ambos eram ingleses. Embora os cavaleiros estivessem em território seguro, sempre havia o medo de serem descobertos e considerados novamente como traidores. Por isso teriam se valido de seus conhecimentos da arquitetura sagrada e assumiram um novo disfarce para fazerem parte da maçonaria (texto do livro Sociedades Secretas - Templários, editora Universo dos Livros).
   E o fato de várias catedrais e construções góticas apresentarem uma variedade de figuras místicas gravadas nas paredes nos templos maçons que lembram símbolos usados pelos Templários.
    Além de possuir riquezas (ainda hoje procuradas) e uma enorme quantidade de terras na Europa, a Ordem dos Templários possuía uma grande esquadra. Os cavaleiros, além de temidos guerreiros em terra, eram também exímios navegadores e utilizavam sua frota para deslocamentos e negócios com várias nações. Devido ao grande número de membros da Ordem, apenas uma parte dos cavaleiros foram aprisionados (a maioria franceses). Os cavaleiros de outras nacionalidades não foram aprisionados e isso os possibilitou refugiar-se em outros países. Segundo alguns historiadores, alguns cavaleiros foram para Escócia, Suiça, Portugal e até mais distante, usando seus navios. Muitos deles mudaram seus nomes e se instalaram em países diferentes, para evitar uma perseguição do rei e da Igreja.
    O desaparecimento da esquadra é outro grande mistério. No dia seguinte ao aprisionamento do cavaleiros franceses, toda a esquadra zarpou durante a noite, desaparecendo sem deixar registros. Por essa mesma data, o Rei Português D. Dinis nomeava o primeiro almirante Português de que há memória, apesar de Portugal não ter armada; por outro lado, D. Dinis evitava entregar os bens dos Templários à Igreja e consegue criar uma nova Ordem de Cristo com base na Ordem Templária, adoptando para símbolo uma adaptação da cruz orbicular Templária; levantando a dúvida de que planeava apoderar-se da armada Templária para si.
    Um dado interessante relativo aos cavaleiros que teriam se dirigido para Suiça, é que antes desta época não há registros de existência do famoso sistema bancário daquele país. Até hoje utilizado e também discutido. Como é sabido, no auge de sua formação, os cavaleiros da Ordem desenvolveram um sistema de empréstimos, linhas de crédito, depósitos de riquezas que na sua época já se assemelhava bastante aos bancos de hoje. É possível que foram os cavaleiros que se refugiaram na Suiça que implantaram o sistema bancário no lugar e que até hoje é a principal atividade do país.
   CastelosMapa dos Reinos e fortificações templárias na Terra Santa.
   Planta do Santuário da Rocha (onde outrora se encontrava o Templo de Salomão), com algumas de suas linhas de construção que podem ter servido de inspiração para os templos da Ordem.


Na Terra SantaCastelo de Gaston - Principado de Antioquia
Chastel Blanc - Condado de Trípoli
Castelo de Tortosa - Condado de Trípoli
Castelo de Sidon - Reino Latino de Jerusalém
Castelo de Beaufort - Reino Latino de Jerusalém
Castelo de Gaza - Reino Latino de Jerusalém
Castelo de Safed - Reino Latino de Jerusalém
Castelo Peregrino - Reino Latino de Jerusalém
Castelo Hernault - Reino Latino de Jerusalém
Chastelet du Gué-Jacob - Reino Latino de Jerusalém
Na península IbéricaNa EspanhaCastelo da Lúa -
Castelo de Ascó - 1173
Castelo de Barberà - 1143
Castelo de Castellote -
Castelo de Chalamera - 1143
Castelo de Granyena - 1131
Castelo de Gardeny -
Castelo de Monreal del Campo -
Castelo de Montesa -
Castelo de Monzón - 1143
Castelo de Peñíscola - 1294
Castelo de Ponferrada - 1178
Castelo de Sória - 1128
Castelo de Xivert - 1169
Em PortugalCastelo de Soure (1128)
Castelo de Celorico da Beira
Castelo de Ranhados
Castelo de Longroiva (1145)
Castelo de Cera (1159)
Castelo de Tomar (1160)
Castelo de Torres Novas
Castelo de Seda (1160)
Castelo de Pombal (c. 1160)
Castelo de Mogadouro (1165)
Castelo de Belmonte
Castelo de Sabugal
Castelo de Sortelha
Castelo de Penamacor
Castelo de Monsanto (1165)
Castelo de Salvaterra do Extremo
Castelo de Segura
Castelo de Rosmaninhal (1165)
Castelo de Penas Róias (1166)
Castelo de Almourol (1171)
Castelo do Zêzere (1174)
Castelo de Idanha-a-Nova (1187)
Castelo de Idanha-a-Velha (1197)
Castelo de Penamacor (c. 1199)
Castelo de Alpalhão
Castelo de Castelo Novo
Castelo de Ródão
Castelo de Belver
Castelo de Castro Marim
Castelo de Castelo Branco (1214)
Castelo de Vila do Touro (c. 1220)
Castelo de Nisa (1296)
Castelo de Amieira do Tejo
Castelo de Penha Garcia (1303)
Torre de Quintela
Torre de Dornes
Em PortugalIgreja do Castelo dos Templários de Tomar. A sua planta circular evoca a Igreja dos Templários em Jerusalém.
Castelo de Almourol junto ao rio Tejo, fundado pelo mestre Gualdim Pais.
   Os Templários entraram em Portugal ainda no tempo de D. Teresa, que lhes doou a povoação de Fonte Arcada, Penafiel, em 1126. Um ano depois, a viúva do conde D. Henrique entregou-lhes o Castelo de Soure sob compromisso de colaborarem na conquista de terras aos mouros. Em 1145 receberam o Castelo de Longroiva e dois anos decorridos ajudaram D. Afonso Henriques na conquista de Santarém e ficaram responsáveis pelo território entre o Mondego e o Tejo, a montante de Santarém.
   Os Templários Portugueses a partir de 1160 ficaram sediados na cidade de Tomar. Através da Bula Regnans in Coelis (12 de agosto de 1308) o Papa Clemente V dá conhecimento aos monarcas cristãos do processo movido contra os Templários, e pela Bula Callidi serpentis vigil (dezembro de 1310) decretou a prisão dos mesmos. Em Portugal, a partir de 1310 o rei D. Dinis buscou evitar a transferência dos bens da ordem extinta para os Hospitalários. Posteriormente, a 15 de março de 1319, pela Bula Ad ae exquibus o Papa João XXII instituiu a Ordo Militiae Jesu Christo.'.



...

domingo, 27 de junho de 2010

SOMENTE PARA QUEM QUER INDICAR UM PROFANO...


INDICAÇÃO É MUITO SÉRIO!! !! !! ! É O FUTURO DA ORDEM...


ATENÇÃO, SOMENTE PARA OS MEMBROS DA MAÇONARIA...


      Os Regulamentos Gerais da Ordem consideram infrações maçônicas graves revelar segredos da Ordem (sinais, toques e palavras), a quem estiver impedido de recebê-los, bem como violar juramento prestado, traindo os princípios, dogmas e credos da Ordem. Segundo esses mesmos Regulamentos, comete infração no grau de violação de juramento quem revela, sem autorização, rituais, cerimônias e outros mistérios, protegidos pelo segredo maçônico, ou revela fato ou assunto tratado em Loja, não gravado em Balaústre, ou discute publicamente, no mundo profano, as deliberações das Lojas ou atos passados no interior dos Templos. A pena para essas infrações pode ser até a exclusão da Ordem, tal a gravidade atribuída à quebra do Sigilo Maçônico. Essas regras são comuns à várias Obediências, em sua essência. No Ritual de Iniciação o profano é informado que a Maçonaria, como toda associação, tem leis particulares e todo associado deveres a cumprir. Alerta-lhe, então, que o primeiro dos deveres do Maçom é o mais absoluto silêncio sobre tudo o que vier a ver, ouvir ou saber. Esse primeiro dever é exageradamente rigoroso, todavia, a fórmula do juramento que é revelada ao candidato é um pouco mais flexível: “Juro guardar o mais profundo silêncio sobre todas as provas a que for exposta minha coragem”. O Segredo é um privilégio do saber e um sinal ou forma de participação no poder.
O segredo está ligado à ideia de tesouro e tem os seus guardiões...
Aqueles que são capazes, sem desfalecimentos ou fraquezas, de guardar os seus segredos adquirem uma força e um poder incomparáveis que lhes conferem sentimentos de sã superioridade por serem eleitos ou escolhidos.
A Maçonari..a exige de seus iniciandos o juramento do sigilo porque isso é um direito seu e porque os iniciandos livremente aceitam pronunciá-lo. Qualquer pessoa que, em qualquer parte do mundo, viole um juramento livremente pronunciado se torna perjuro e comete um crime de natureza moral. O maçon preserva o segredo maçónico porque se comprometeu a fazê-lo e esse compromisso continua a ser exigido aos maçons como forma de exercício diário, constante, permanente, dos deveres inerentes a um homem honrado, livre e de bons costumes...



NOSSA OBRIGAÇÃO.'.QUANTO MAÇOM

LEIA COM ATENÇÃO E GUARDE NO CORAÇÃO...

1. É subir a Escada de Jacó pelas Iniciações da Vida sem ferir os Irmãos neste percurso;

2. É realizar o sonho de desbastar pelo pensamento e pelas acções as arestas dos vícios e da insensatez;
3. É socorrer o Irmão nas dificuldades, chorar com ele as suas angústias e saber comemorar a seu lado as suas vitórias;
4. E reconhecer nas viúvas e nos órfãos a continuidade do Irmão que partiu para o Oriente Eterno;
5. É ver na filha do Irmão a sua filha e na esposa do Irmão, uma Irmã, Mãe ou Filha;
6. É combater o fanatismo e a superstição sem o açoite da guerra mas com a insistência da palavra sã;
7. É ser modelo da eterna e universal justiça para que todos possam concorrer para a felicidade comum;
8. É saber conservar o bom senso e a calma quando outros o acusam e o calunia m;
9. É ser capaz de apostar na sua coragem para servir aqueles que o ladeiam, mesmo que lhe falte o próprio sustento;
10. Ésaber falar ao povo com dignidade ou de estar com reis e presidentes em palácios sumptuosos e conservar-se o mesmo;
11. É ser religioso e político respeitando o direito da religião do outro e da política oposta à sua;
12. É permitir e facilitar o desenvolvimento pleno das concorrências para que todos tenham as mesmas oportunidades;
13 É saber mostrar ao mundo que nossa Ordem não é uma Sociedade de Auxílios Mútuos;
14. É estar dominado pelo princípio maior da TOLERÂNCIA suportando as rivalidades sem participar de guerras;
15. É abrir para si e permitir que outros vejam e o sigam, o Caminho do Conhecimento e da Iniciação;
16. É conformar-se com suas posses sem depositar inveja nos mais abastados;
17. É absorver o sacerd ócio do Iniciado pela fé no Criador, pela esperança no melhoramento do homem e pela caridade que abrir-se-á em cada coração;
18. É sentir a realidade da vida nos Sagrados Símbolos da Instituição;
19. É exaltar tudo o que une e repudiar tudo o que divide;
20. É ser obreiro de paz e união, trabalhando com afinco para manter o equilíbrio exacto entre a razão e o coração;
21 É promover o bem e exercitar a beneficência, sem proclamar-se doador;
22. É lutar pela FRATERNIDADE, praticar a TOLERÂNCIA e cultivar-se integrado numa só família, cujos membros estejam envoltos pelo AMOR;
23. É procurar inteirar-se da verdade antes de arremeter-se com ferocidade contra aqueles que julga opositores
24. É esquivar-se das falsidades inverosímeis, das mentiras grosseiras e das bajulações humanas;
25. É ajudar, amar, proteger, defender e ensinar a todos os Irmãos qu e necessitem, sem procurar inteirar-se do seu Rito, da sua Obediência, da sua Religião ou do seu Partido Político;
26. É ser bom, leal, generoso e feliz, amar a Deus sem temor ao castigo ou por interesse á recompensa;
27 E manter-se humilde no instante da doação e grandioso quando necessitar receber;
28. É aprimorar-se moralmente e aperfeiçoar o seu espírito para poder unir-se aos seus semelhantes com laços fraternais;
29. É saber ser aluno de uma Escola de Virtudes, e Amor, de Lealdade, de Justiça, de Liberdade e de Tolerância;
30. É buscar a Verdade onde ela se encontre e por mais dura que possa parecer;
31 É permanecer livre respeitando os limites que separam a liberdade do outro;
32. É saber usar a Lei na mão esquerda, a Espada na mão direita e o Perdão à frente de ambas;
33. É procurar amar o próximo, mesmo que ele esteja distante, como se f osse a si mesmo.

sábado, 26 de junho de 2010

A MAÇONARIA E SUAS RESPONSABILIDADES.: BRASÕES DO R.'.E.'.A.'.A.'.

A MAÇONARIA E SUAS RESPONSABILIDADES.: BRASÕES DO R.'.E.'.A.'.A.'.

G.'.A.'.D.'.U.'.

A MAÇONARIA E SUAS RESPONSABILIDADES.: BRASÕES DO R.'.E.'.A.'.A.'.

A MAÇONARIA E SUAS RESPONSABILIDADES.: BRASÕES DO R.'.E.'.A.'.A.'.

G.'.A.'.D.'.U.'.

BRASÕES DO R.'.E.'.A.'.A.'.






RITOS :










  







                                                  R.'.E.'.A.'.A.'.











O Rito Escocês Antigo e Aceito, nasceu na Franca, como "o rito dos Stuart, da Inglaterra e da Escócia" tendo sido a primeira manifestação maçônica em território francês (1649), antes mesmo da fundação da Grande Loja de Londres (1717).
Desde a criação da Grande Loja de Londres em 1717, apareceram na França dois ramos distintos da Maçonaria. Um dependente da Grande Loja de Londres e outro (escocês) autônomo que não estava ligado a nenhum sistema obediencial. Viviam sob o antigo preceito maçônico de que os maçons tinham o direito de constituir lojas sem prestar contas de seus atos a uma autoridade ou poder supremo ("O Maçom Livre na Loja Livre").
As Lojas Escocesas eram maioria, na França. Até 1766, somente três Lojas, entre as 487 Lojas existentes, tinham patente da Grande Loja de Londres.
Em 1758 criou-se, no escocesismo, os altos graus (25 graus do chamado rito de Héredom) que no entanto só foi plenamente estabelecido 1801 com a fundação em Charleston (Estados Unidos), do primeiro Supremo Conselho do Mundo do chamado Rito Esconcês Antigo e Aceito.

A DOUTRINA INICIÁTICA DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO
Os principais pontos da Doutrina do Rito Escocês Antigo e Aceito estão contidos nas instruções dos três Graus Simbólicos.
Embora existam variações de Obediência para Obediência e de país para país, as linhas mestras de doutrina estão sempre presentes e podem servir para os ensinamentos em qualquer parte do mundo. São elas:
1. A maçonaria é uma associação íntima de homens e mulheres escolhidos, cuja doutrina tem por base o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus; como regra: a lei Natural;por causa: a Verdade, a Liberdade, a Fraternidade e a Caridade; por frutos: a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso; por finalidade: a felicidade de todos os povos, que ela procura, incessantemente, reunir sob sua bandeira de Paz. Assim, nunca deixará, a Maçonaria, de existir no gênero humano.
2. Os deveres de um Maçom são:
· Honrar e venerar o Grande Arquiteto do Universo, a quem agradece, todos os dias,pelas boas ações que pratica, em relação ao próximo, e os bens que lhe couberem em partilha.
· Tratar todos os seres humanos como seus iguais irmãos, sem distinção de sexo, raça, nacionalidade e classe social.
· Combater a ambição, o orgulho, o erro e os preconceitos.
· Lutar, sempre, contra a ignorância, a mentira, o fanatismo e a superstição, que são flagelos provocadores de todos os males que afligem a humanidade e impedem o progresso.

· Praticar a justiça recíproca, como verdadeira salvaguarda dos direitos e dos interesses de todos, e a tolerância, que dá, a cada um, o direito de escolher suas opiniões e seus credos religiosos.
· Deplorar os que erram, esforçando-se, todavia, para reconduzi-los ao caminho da Verdade.
· Socorrer os infortunados e os aflitos.
Esses deveres são cumpridos, porque o Maçom deve ter fé, que lhe dá a Coragem, a Perseverança, que vence os obstáculos, e o Devotamento , que o leva a praticar o Bem, mesmo com o risco de sua vida e sem esperar nenhuma outra recompensa além da tranqüilidade de consciência.
3. O Sinal do Primeiro Grau significa a honra de saber guardar o segredo preferindo ter a Garg.'. cort.'. a revelar os Mistérios da Ordem;significa também, que o braço direito, símbolo da Força, está concentrado e imóvel para defender a Maçonaria, com suas Doutrinas e seu Princípios.
4. Os passos em esquadria, representam o cruzamento de duas linhas perpendiculares, único caso em que formam quatro ângulos retos iguais, simbolizando a Retidão do caminho seguido e a Igualdade, um dos princípios basilares da Instituição.
5. O candidato à iniciação consegue penetrar no Templo por três pancadas, cujo significado é: "Batei e sereis atendido; pedi e recebereis; procurai e encontrareis" .
6. O candidato deve ser recebido numa Loja justa, perfeita e regular. Para que uma Loja seja Justa e Perfeita, é preciso que três a governem, cinco a componham e sete a completem. Existe outro conceito: Uma Loja é justa quando estão presentes, no mínimo, sete Obreiros, e é perfeita quando o Livro da Lei está aberto sobre o Altar dos Juramentos. Loja regular é aquela que pertence a uma Obediência Maçônica regular e reconhecida.
7. A venda nos olhos do candidato simboliza as trevas e os preconceitos do mundo profano, mostrando, também, a necessidade que tem, o ser humano, de procurar a luz entre os iniciados. O pé descalço, além de demonstração de respeito ao adentrar o Templo, provocará uma marcha claudicante, que simboliza o árduo caminho do candidato, em direção a luz. O braço e o peito desnudos significam que o candidato dará o seu braço em defesa da Ordem e o seu coração a todos os seus Irmãos. As pontas do Compasso, sobre o peito, mostram, ao candidato, que, se em sua vida profana, os seus sentimentos e as suas ações não foram reguladas por esse instrumento da exatidão, isso deverá acontecer a partir de sua Iniciação.
8. A Pedra Bruta é o emblema do Aprendiz, com representação de tudo aquilo que se deve ser aperfeiçoado. O trabalho de desbastamento, esquadrejamento e polimento da Pedra Bruta simboliza o próprio aperfeiçoamento moral e espiritual do Neófito.
9. As Colunas Vestibulares do Templo possuem, simbolicamente, as dimensões das colunas do Templo de Jerusalém: 12 de circunferência, 12 de base e 5 nos capitéis. Essas dimensões, para colunas não destinadas à sustentação, vão contra as regras da Arquitetura, no sentido de mostrar que a Ciência e o Poder do Grande Arquiteto do Universo estão além das dimensões e dos julgamentos humanos. As romãs, que as adornam, com milhares de sementes contidas no mesmo fruto, embora em diversos compartimentos, simbolizam o próprio povo maçônico universal, que, por mais multiplicado que seja, constitui uma só família.
10. O Pavimento de Mosaico,formado por elementos brancos e negros, e o emblema da irregularidade do solo e das dificuldades da caminhada iniciática; simboliza, também, os opostos; a Virtude e o vício, a Boa e a má sorte, a Sabedoria e a ignorância, o Bem e o mal. Com os quadrados brancos e negros, unidos pelo mesmo cimento, ele é o símbolo, também, da união entre os Maçons do planeta, independentemente de raças, cores e credos políticos e religiosos.
11. A Espada Flamejante é o símbolo da Justiça, que deve punir todos os que se afastarem do caminho do Bem; mostra, também, com sua forma estilizada de um raio, que a justiça deve ser pronta e rápida, como um raio.
12. O Esquadro,como jóia do Venerável Mestre, mostra que o dirigente de uma Oficina deve, sempre, pautar os seus atos pela mais absoluta retidão de caráter. O Nível, jóia do Primeiro Vigilante, simboliza a igualdade social, que é a base do direito natural. O Prumo, jóia do Segundo Vigilante, mostra que o Maçom deve ser reto em seus julgamentos, sem ser influenciado por interesses pessoais, ou pelos seus próprios sentimentos. O Nível e o Prumo, separados, nada valem numa construção; ambos, todavia, completam-se, mostrando-se, que o Maçom deve cultuar a Igualdade, nivelando todos os seres humanos, e a Retidão, que não o deixará pender, para qualquer dos lados, pela amizade, ou pelo interesse.
13. A Loja, simbolicamente, apoia-se em três colunas (ou pilares); Sabedoria, Força e Beleza. O Venerável representa a coluna da Sabedoria porque dirige os Obreiros; o 1º Vigilante representa a coluna da Força porque paga, aos Obreiros, o salário, que é a força e a manutenção da vida; o 2º Vigilante representa a coluna da Beleza, porque faz repousar os Obreiros, fiscalizando o seu trabalho. A Sabedoria, a Força e a Beleza são complementos de todas as obras humanas; sem elas nada é perfeito e durável, pois a Sabedoria cria, a Força sustenta e a Beleza adorna.
14. A Maçonaria combate a ignorância, em todas as suas formas, porque a ignorância é a mãe de todos os vícios e o seu princípio é nada saber, saber mal o que se sabe e saber coisas outras além do que deveria saber. Não pode, o ignorante, medir-se com o sábio, cujos princípios são a tolerância, o amor e o respeito a si próprio. É por isso que os ignorantes são irascíveis, grosseiros e perigosos; perturbando e desmoralizando a sociedade, evita que os seres humanos conheçam os seus direitos e saibam, no cumprimento dos seus deveres, que, mesmo com constituições liberais, um povo ignorante é escravo.Inimigos do progresso, afugentam as luzes, aumentam as trevas e permanecem em eterno combate contra a Verdade, a Perfeição e o Bem.
15. A Maçonaria combate o fanatismo, porque a exaltação religiosa perverte a razão e leva os insensatos à prática da ações condenáveis, em nome de Deus e sob o pretexto de honrá-lo. O fanatismo é uma doença mental, desgraçadamente contagiosa, que, estabelecida num país, toma foros de lei, como nos execráveis autos da fé, que fizeram perecer milhares de homens e mulheres úteis a sociedade. A superstição é um falso culto mal compreendido, pleno de mentiras, contrário a razão e as idéias sãs, que se devem fazer de Deus; é a religião dos ignorantes, dos timoratos. O fanatismo e a superstição são os maiores inimigos da religião e da felicidade das nações.
16. A Solidariedade, que deve existir entre os Maçons, é a mais pura e fraternal, mas deve ser restrita aos que praticam o bem e sofrem os espinhos da vida; aos que, nos trabalhos lícitos e honrados, são infelizes; aos que embora com fortuna, sentem, na alma, o amargor das desgraças. Onde houver uma causa justa,aí deverá se fazer sentir a solidariedade maçônica. Quando, entretanto, um Maçom , olvidando os princípios da Ordem, desvia-se da moral, tornando-se um mau cidadão, um mau pai, uma má mãe, um mau filho, uma má filha, um mau marido, uma má esposa, um mau irmão, uma má irmã, um mau amigo e uma má amiga; quando, cego pelo ódio ou pela ambição, pratica atos considerados indignos de um Maçom, ele rompe o compromisso de solidariedade que não mais poderá existir, pois, se ela fosse mantida, haveria a conivência com atos degradantes. Assim, o Maçom que procede mal, perde todo o direito ao auxílio material e, principalmente, ao amparo moral de seus Irmãos.
17. A Maçonaria combate a escravidão, porque todo o ser humano é livre, podendo, porém, estar sujeito a entraves sociais, que o privem, momentaneamente, de uma parte de sua liberdade e - o que é pior - o tornem escravo de suas próprias paixões e de seus preconceitos. É desse jugo, exatamente que se deve libertar o candidato à Luz Maçônica, já que o ser humano que abdica, voluntariamente, de sua liberdade, não pode contrair nenhum compromisso sério.
18. Os instrumentos necessários à transformação da Pedra Bruta em Pedra Cúbica são: a princípio, o Maço e o Cinzel, em seguida a Régua e o Compasso, depois a Alavanca e, finalmente, o Esquadro. O Maço e o Cinzel, como instrumentos destinados e desbastar a Pedra Bruta, mostram, ao Maçom, como devem ser corrigidos os seus defeitos, tomando sábias resoluções (simbolizadas pelo Cinzel), que uma enérgica determinação (simbolizada pelo Maço) coloca em execução. A Régua, permitindo o traçado de linhas retas, que se podem prolongar ao infinito, simboliza o direito inflexível, a lei moral, no que ela tem de mais rigorosa e imutável. A esse absoluto, opõe-se o círculo da relatividade, cujo raio é medido pelo afastamento das hastes do Compasso; como são limitados os meios de realização humana, o plano de trabalho deve ser traçado, levando em conta não só a idéia do abstrato, que deve ser seguida (Símbolo= Régua), como a realidade concreta (Símbolo=Compasso) , com as quais o ser humano está acostumado. A Alavanca simboliza o poder irresistível de uma inarredável vontade, quando sabiamente aplicada; a Régua, todavia, é aplicada junto com a alavanca, para mostrar os limites do poder e por que a vontade só é invencível quando colocada a serviço do direito absoluto. O Esquadro, permitindo controlar o corte das pedras,que devem ser regulares, para que se ajustem umas as outras, com exatidão, determina, ao Maçom, que a perfeição consiste, para o ser humano, na justeza com que se coloca na sociedade,
19. O sábio humilha-se, sempre, quando em presença de uma verdade que ele reconhece superior à sua compreensão, esquiva-se, assim, de ser o instrutor das multidões, porque, conscientemente, jamais poderia satisfazer-lhes a justa curiosidade e, na impossibilidade de fazê-las compreender o erro e de conduzi-las ao real caminho da Verdade, abandona-as às suas grosseiras fantasias. O verdadeiro Iniciado, todavia, tem o dever de acudir em auxílio a todos os que ele julgar iniciáveis, daquele que, independentes, revoltam-se contra as tiranias e as arbitrariedades, pois estes merecem ser ensinados a procurar os níveis, daquele que, independentes, revoltam-se contra as tiranias e as arbitrariedades, pois estes merecem ser ensinados a procurar o Real, o Verdadeiro, sem a preocupação, nem a esperança de triunfo, que só é alcançado pelo repouso de uma inteligência satisfeita. Embora, na realidade o ser humano nunca possa chegar a saber, ele procura saber, buscando, avidamente, adivinhar o Eterno Enigma, o enigma da vida, crente de que este é o seu mais nobre e mais elevado destino. A Verdade, esse mistério inacessível, que atrai o ser humano com uma força irresistível, é muito vasta, muito viva, muito livre e bastante sutil, para se deixar prender, imobilizar, estereotipar e petrificar na rigidez de um sistema qualquer que ele seja. Os artifícios e as roupagens com as quais a Verdade é revelada, para ser dada ao conhecimento público, só servem para deturpá-la, tornando-a, geralmente, irreconhecível, já que tudo o que se procura objetivar com o auxílio de subterfúgios, será sempre um reflexo ilusório, uma imagem apagada da grande Verdade, que o Iniciado busca, em vão, contemplar e encarar. Para isso, ele recebe a iniciação, que ensina, principalmente co Companheiro e, em primeiro lugar, a esquecer tudo aquilo que lhe é próprio, para, em seguida, concentrar-se, descendo ao âmago dos próprios pensamentos, com o intuito de se aproximar da fonte da pura Verdade, instruindo-se, assim, não pelas sábias lições dos Mestres, mas pelo exercício constante de Meditação. Assim procedendo, ele não conseguirá, naturalmente, aprender tudo quanto encerram os livros e ensinam as escolas. Mas, para que sobrecarregar a memória,se,muitas vezes o ser humano engana-se com o caráter ilusório do que lhe parece verdadeiro? o simplesmente ignorante está mais próximo da verdade do que do fátuo e arrogante, que se jacta de uma ciência enciclopédica, apoiada, unicamente, em falsas noções. Em matéria de saber, a qualidade supera a quantidade; é preferível saber pouco, mas este pouco saber bem. Deve, o Iniciado, saber distinguir o real do aparente, não se apegando, apenas, às palavras, às expressões, por mais belas que elas pareçam; deve se esforçar para discernir aquilo que é inexplicável, intraduzível, a Idéia-Princípio, o âmago, o espírito, sempre mal e imperfeitamente interpretado nas mais bem construídas frases. Só dessa maneira é que ele afastará as trevas do mundo profano e atingirá a clarividência dos Iniciados verdadeiros. Estes se distinguem pela penetração de espírito e pela capacidade de compreensão que possuem. Grandes sábios e célebres filósofos tem permanecido profanos, por não terem compreendido o que obscuros pensadores conseguiram discernir por si mesmos, à força de refletirem e meditarem, no silêncio e no recolhimento. Para ser um verdadeiro Iniciado, pode-se ler pouco, mas pensar muito, meditar sempre e, principalmente, não ter receio de sonhar.
20. Tudo, no mundo, parece, com exceção do sol, da inteligência e do amor, de que o Grande Arquiteto do Universo se fez o santuário, onde desmoronam os lances infernais do gênio do mal, que tende a secar as fontes da felicidade humana. A Maçonaria nasceu e fortificou-se para enfrentar, destemidamente a todos os males que enfraquecem o ser humano. Ao ser recebido no Grau de Mestre, o Iniciado terá a plena certeza de que é digno de partilhar dos trabalhos constantes dos Maçons, na guerra, em que, sob a égide do Grande Arquiteto do Universo, empenham todos os seus esforços e todo o seu amor em prol da humanidade. Sua responsabilidade estará aumentada; se a Ordem lhe assegura, por toda parte passagem e proteção, ela espera, também, o seu esforço contínuo, o seu trabalho ininterrupto, em favor da libertação das inteligências oprimidas, e a sua coragem, a toda prova, quando precisar se arriscar para salvar os seus Irmãos. O Mestre deve irradiar, por toda a parte a luz que recebeu; deve procurar, na sociedade profana, os corações bem formados, as inteligências livres, os espíritos elevados, que fugindo dos preconceitos e da vida fácil, buscam uma vida nova e podem se tornar elementos úteis e poderosos para a difusão dos princípios maçônicos; deve aprender a dominar-se e fugir de todo sectarismo. Sendo amigo sa Sabedoria, deve guardar sempre, o equilíbrio mental, que caracteriza o ser são de espírito. Não se constrói um edifício, apoiando-o sobre uma única coluna; assim, o Mestre deve saber, no seu trabalho de construção moral e intelectual, equilibrar, sempre, os ensinamentos da razão com os sentimentos do coração. Deve recordar que a Maçonaria vai sempre, em auxílio dos desgraçados, quaisquer que sejam suas opiniões; que, em sua ação social, ela liberta as consciências e reaviva a coragem daqueles que nada mais esperam. Deve saber, enfim, o Mestre, que, se como um novo Hiram Abi, ele estiver a ponto de receber um golpe fatal, vibrado por inconscientes e revoltados, todos os seus Irmãos saberão defendê-lo e que, se sucumbir gloriosamente, no cumprimento do dever, todos os Mestres dedicados procurarão, mais tarde, os vestígios de suas obras, porquanto o ramo de acácia servirá para que reconheçam os esforços que ele fez, em benefício do desenvolvimento da Sublime Ordem.
21. Os instrumentos necessários à complementação do trabalho simbólico dos Maçons são: o Cordel, o Lápis e o Compasso. Nas construções, o cordel serve para marcar todos os ângulos do edifício, fazendo-os iguais e retos, para que os alicerces possam suportar a estrutura; com lápis, o arquiteto traça os diversos planos para a construção e orienta os operários; o compasso serve para determinar, com precisão, os limites e as proporções das diversas partes da construção. Já na Maçonaria, que é simbólica e não mais de ofício (ou operativa), esses utensílios são aplicados por analogia, aos preceitos da moral difundida pela Ordem. Dessa maneira, o cordel indica a linha de conduta do Mestre, sem falhas e baseada nas verdades contidas no Livro da Lei; o lápis adverte-o que seus atos, palavras e pensamentos são observados pelo Grande Arquiteto do Universo, a quem ele deve prestar contas de seu procedimento na vida; o compasso, por fim, lembra a justiça de Deus, imparcial e infalível, mostrando que é necessário distinguir o Bem do mal, a justiça da iniqüidade, para que o Mestre fique em condições de apreciar e medir, com justo valor, todos os atos que tiver que praticar.
22. A união do Esquadro e do Compasso forma a insígnia do Mestre. O Esquadro regula o trabalho do Maçom, que deve agir com retidão, inspirado na eqüidade; o compasso dirige essa atividade esclarecendo- a, para que produza a mais judiciosa e fecunda aplicação. O compasso, todavia, é que é o utensílio dos Mestres, pois só eles sabem manejá-lo com precisão, medindo todas as coisas, levando, porém, em consideração a sua relatividade. A razão do Mestre, fixa como a cabeça do compasso, julga os acontecimentos de acordo com as causas ocasionais; o seu julgamento inspira-se não nas rígidas graduações da Régua, mas num discernimento, baseado na adaptação rigorosa da lógica à realidade.
Por que 1804 ?
O nome Rito Escocês Antigo e Aceito foi anunciado para o mundo maçônico após a criação do primeiro Supremo Conselho em Charleston, Estados Unidos, em 31 de maio de 1801.
Em 4 de dezembro de 1802, uma circular levou ao conhecimento dos maçons, principalmente europeus, a criação do Conselho-Mãe em Charleston, na Carolina do Sul, denominado Supremo Conselho dos Soberanos Grandes Inspetores Gerais, 33º e último Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Antes de 1801, fora fundado pelo Conde de Grasse-Tilly, um Supremo Conselho nas Índias Ocidentais Francesas, com 33 graus. Entretanto, esse Supremo Conselho foi ignorado e abafado pelo Supremo Conselho norte-americano, que conseguiu fazer-se constar como o Supremo Conselho-Mãe do Mundo.
Nos três primeiros anos de vida do Supremo Conselho norte americano, o Rito Escocês Antigo e Aceito permaneceu sem ritual próprio. Os Altos Graus funcionaram com os Graus de Perfeição do Rito de Heredom, acrescentados dos oito novos graus que totalizavam os 33. Os novos graus não eram Iniciáticos e ganharam conteúdo mais administrativo que litúrgico. Os Graus Simbólicos, na época conhecidos como Maçonaria Azul, foram os da ritualística norte americana.
O segundo Supremo Conselho criado foi o de France, em 1804, quando também foi confeccionado o primeiro ritual dos graus simbólicos do Rito, o “Guide des Maçons Écossais”. Foi idealizado pelos maçons franceses, apelidados de “escoceses”, que fundaram nesse mesmo ano, 1804, uma nova Obediência Maçônica em Paris: a “Grande Loja Geral Escocesa”, mais uma Loja-Mãe do Rito Antigo Aceito, um modelo ritualístico recebido dos maçons integrantes da Grande Loja dos “Antigos” de Londres. A Grande Loja Geral Escocesa de Paris uniu particularidades do Rito Antigo Aceito, de origem operativa, praticado na Escócia, com a natureza hebraica do Rito de Perfeição e organizou um ritual para os graus ditos simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Lojas-Mãe Escocesas na França
Assim como no presente se associa naturalmente Supremo Conselho com Rito Escocês Antigo e Aceito, pode-se considerar a mesma associação no passado entre maçonaria azul e as Lojas-Mãe Escocesas. Na França, a primeira Loja-Mãe Escocesa foi a de Marselha, criada em 1751, coincidindo com a fundação da segunda Grande Loja em Londres, que se declarou dos “Antigos Maçons”. A segunda Loja-Mãe na França foi a de Avinhão e a terceira, a Grande Loja Geral Escocesa, já referida, criada em Paris, em 1804, para organizar o ritual que serviu para os três graus básicos dos 33 da vertente latina do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Rito Escocês Antigo e Aceito nasceu sem graus simbólicos próprios
O Supremo Conselho fundado em 1801, nos Estados Unidos, veio para organizar a maçonaria praticada nos chamados Altos Graus, entre os quais estavam os do Rito de Heredom, criado a partir de 1758 e usado como referência para a criação do Rito Escocês Antigo e Aceito. O novo Rito se constituiu literalmente de 33 graus. Na prática, dos 33 graus, o Supremo Conselho de Charleston interessou-se em comandar do 4 ao 33, não se envolvendo com os três primeiros para evitar conflito com a maçonaria norte americana das Lojas Azuis. Desistiu de qualquer tipo de ingerência nos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre do Rito Escocês Antigo e Aceito. E com essa mesma concepção, o Rito chegou na França, em 1804, através do Supremo Conselho fundado em Paris, dentro do Grande Oriente de France, que tinha o Rito Moderno, ou Francês, como oficial. Inicialmente, o Supremo Conselho de France manteve o mesmo modelo de seu precursor americano: deixou os graus simbólicos para a Grande Loja Geral Escocesa, criada também em 1804, para organizar os graus simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito, que funcionou, ao exemplo do Supremo Conselho, dentro do Grande Oriente de France. A partir de 1816, com o desaparecimento da Grande Loja Geral Escocesa, o Grande Oriente assumiu as atribuições do simbolismo escocês antigo na França e, ao faze-lo, diminuiu a autoridade do Supremo Conselho sobre o número de graus, criando, sob sua jurisdição, as Lojas Capitulares, que trabalham dos graus 1º ao 18º do Rito Escocês Antigo e Aceito. Nessa ocasião, lançou um novo ritual para as Lojas Capitulares, em 1820, implantando diversas alterações no ritual de 1804.
O ritual de 1804, em linhas gerais, reproduz os procedimentos praticados pelos maçons da Grande Loja dos “antigos” de Londres. Algumas diferenças foram inevitáveis para conciliarem a ritualística da maçonaria azul dos “antigos” com o simbolismo fundamental dos Altos Graus. Por isso, o Primeiro Vigilante foi deslocado do centro do Ocidente, em frente ao Venerável Mestre, para junto da Coluna do Norte e o Segundo Vigilante trazido do meio da Coluna do Sul para a ponta da mesma Coluna, ambos lado a lado no Ocidente. A nova distribuição das Luzes no Templo compatibilizou- as com a encontrada nos graus acima do 3, os Graus de Perfeição recolhidos do Rito de Heredom.
As duas vertentes de influência no Rito
A idéia de um rito maçônico originário do movimento de criação dos Supremos Conselhos a partir dos Estados Unidos da América, que ganhou o nome de Rito Escocês Antigo e Aceito, se apoiou na certeza de que o importante no arcabouço do Rito seriam os Altos Graus. A maçonaria azul teria o papel apenas de base do edifício, servindo de arregimentadora de pretendentes. O primeiro Supremo Conselho concebeu o Rito com 33 graus, mas deu aos três primeiros importância mínima, não lhes revestindo da roupagem própria do escocesismo. Aproveitou o que já existia no país e sobre eles montou a estrutura principal do 4º ao 33º. Presentemente, considera-se que essa foi a vertente anglo-saxã do Rito Escocês Antigo e Aceito, que permanece sem rituais próprios para Aprendiz, Companheiro e Mestre. Nos Estados Unidos o Rito existe do grau 4º para cima. Não há Loja especializada em trabalhos simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito.
A existência de duas influências ritualístico- institucionais foi materializada após a chegada do Rito na França. Até 1813, as Lojas-Mãe Escocesas lideraram a maçonaria azul na França e mantiveram a ritualística sem alterações. A fusão das duas Grandes Lojas inglesas, a dos “modernos” e a dos “antigos”, na atual Grande Loja Unida da Inglaterra, enfraqueceu a posição das Obediências que preservavam a ritualística dos “antigos”, como foi o caso das Lojas-Mãe Escocesas, que desapareceram nos anos seguintes. Quando o Grande Oriente de France assumiu os Graus Simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito e criou as Lojas Capitulares, estabeleceu um segundo modelo de funcionamento e jurisdição para o Rito. Os Altos Graus se constituíram do 19º ao 33º sob a hegemonia do Supremo Conselho e os graus abaixo desses ficaram sob a autoridade do Grande Oriente. As divergências entre o Supremo Conselho de France, de um lado, e os Supremos Conselhos dos Estados Unidos e da Inglaterra, de outro, dividiram o Rito Escocês Antigo e Aceito em duas vertentes; uma ortodoxa, a anglo-saxônica, e uma heterodoxa, latina ou francesa. Foram alterados alguns procedimentos ritualísticos, símbolos e até a concepção interna do Templo. Uma das principais modificações foi a implantação de um desnível que passou a caracterizar o Oriente como uma região geográfica delimitada e não mais constituída apenas pelo Venerável Mestre. A cor igualmente foi trocada. O azul da maçonaria azul cedeu lugar para o vermelho do Grau Rosa-Cruz, o mais elevado da Loja Capitular, e os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre passaram a fazer parte de uma denominação nova; o simbolismo, que recebeu o vermelho. O simbolismo substituiu a maçonaria azul. Assim se formou a vertente latina do Rito Escocês Antigo e Aceito. Mais tarde, os Supremos Conselhos do mundo inteiro reivindicaram o retorno para o sistema inicial, ou seja, com poderes sobre o conjunto de graus a partir do 4º e se estendendo até o 33º, ocasionando o desmantelamento das Lojas Capitulares. No entanto, as cores permaneceram as duas, dependendo da vertente e a ritualística também, pois o simbolismo da vertente latina é diferente da vertente anglo-saxã.