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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Perdão e o Autoperdão

  


 

      O perdão na visão da Psicologia profunda é dar o direito de cada um ser como é. E também a nós o direito de sermos como somos. Se o próximo é assim, não nos cabe modificá-lo, mas se estou assim, tenho dever de modificar-me para melhor. Não posso impor-me ao outro, porque minhas palavras serão apenas propostas. Eu que estou desejando ser feliz tenho a psicologia da minha autotransformação. E nunca devolverei mal por mal; procurarei sempre retribuir o mal com o bem. Se o outro é um caluniador, não posso me permitir ser igual a ele. Toda vez que fico com raiva a pessoa está me manipulando, e eu não deixo ninguém me manipular. Não posso permitir que um desequilibrado me oriente. Sou eu a pessoa saudável; não devo dar a ele a importância que se atribui. Devo olhá-lo como um terapeuta olha um doente. Se tenho uma visão diferente da vida, e se desejo transmitir esta visão, é nobre; mas não posso esperar que o outro a acate, porque ele está em outro nível de evolução. Devo dar o direito ao outro de ser inferior, se isto lhe agrade. Se achamos que ele nos ofendeu, a nossa é uma situação simpática. Se ele nos caluniou, tanto eu como ele sabemos que é mentira dele. Se nos traiu, somos a vítima e ele sabe que é nosso algoz. Então o problema é da consciência dele. Não devemos cultivar animosidade, e sim perdoar. Não ficarmos manipulados, dominados pelo ódio, odiando também.
    Esquecer é outra coisa. Na luz da Psicologia profunda o perdão não tem nada a ver com o esquecimento. Na visão espiritualista o perdão é o total esquecimento. São dois pontos diferentes. Não devolver o mal depende de mim; esquecer depende da minha memória. Muita coisa eu queria esquecer e simplesmente não esqueço. Se dou um golpe num móvel e causou uma lesão nos tecidos da mão, essa lesão só vai desaparecer com o tempo, quando o organismo se recompor. Eu posso reconhecer que não devia ter feito, mas esse reconhecimento não tira o dano que causei. À luz da Psicologia profunda, o perdão é exatamente não devolver o mal. Tenha a raiva, mas não a conserve que faz muito mal. Á predominância da natureza animal, sobre a espiritual, questão 742 do Livro dos Espíritos. Sentimos o impacto e não temos como evitar a raiva, é fisiológico, reagimos no momento. Mas conservar a mágoa é da minha vontade. Se eu conservar a mágoa tenho um transtorno psicológico, sou masoquista, gosto de sofrer. É tão maravilhoso quando a gente ouve: Coitado! E aí fica pior. O outro vai embora e a gente fica aquele depósito de lixo, intoxicando-se. O racional é nos libertarmos de tudo que nos perturba. Somos seres inteligentes e possuímos os mecanismos de libertação.
    Geralmente dizemos: Mas ele não devia ter feito isto comigo. Mas fez, o problema é dele. Quem rouba, quem furta é que é o ladrão. Já está encarcerado na consciência culpada. A visão psicológica do perdão é diferente da visão espiritualista do perdão. Como seres emocionais sentimos o impacto da agressão, mas não devemos nos revoltarmos, e trabalhemos para esquecer.
   A medida que formos trabalhando, a mágoa, a ofensa, vai perdendo o significado. A medida que vamos descobrindo nossos valores, ela vai desaparecendo. Quando estamos de bom humor, ouvimos até desaforo e dizemos: "Sabe que você tem razão?" Quando levantamos de mau humor, só de a pessoa nos olhar, perguntamos: "Qual é o caso?" Não é o ato em si; é conforme nós recebemos o ato." Divaldo conta o caso de alguém que, na festa de aniversário, recebeu de uma pessoa que não gostava dela, como presente, um vaso de porcelana, com um bilhete: "Recebe o meu presente, e dentro dele o que você merece". Dentro dele havia dejetos humanos. No aniversário da pessoa que havia enviado tal "presente", o nosso personagem lhe enviou o mesmo vaso, com os dizeres: "Estou devolvendo o vasilhame. O seu conteúdo coloquei num pé de roseira, e estou lhe enviando as rosas que saíram dali". É um ato de perdão, devolver em luz o que se recebe em trevas.
     O esquecimento somente vem quando a memória se encarrega de diluir a impressão negativa, o que demanda tempo, reflexão e auto-superação.
   Perdão não é conivência com a coisa errada. Quando uma pessoa me agride, eu não estou de acordo com ele; simplesmente não estou contra ele. Se meu filho age erradamente, está aturdido emocionalmente, é ingrato, faz tudo quando me desagrada como se fosse de propósito, eu não estou de acordo, é lógico. Mas eu não posso ficar contra ele. Porque mais do que nunca ele precisa de mim; ele está doente. Não é normal, isto é, não é saudável uma atitude assim. Mas então eu tenho o direito de me sacrificar? Sim, se aceitou a maternidade, a paternidade, não há condição difícil. Ser co-criador é ser co-participador. Será que Deus nos abandona toda vez que somos ingratos para com ele? que blasfemamos, que fazemos tudo quanto não devemos? Então o perdão não é conivência com a coisa errada. Não é uma atitude para fingir que tudo está bem. Alguém nos prejudica e nos pede desculpa. Respondemos: "Ok! mas ele me paga". É melhor enfrentar a realidade. Quando alguém nos disser "me desculpe", responderemos "Não posso. Hoje, eu não posso. Estou muito magoado". A gente diz: "eu te perdôo!" e no outro dia amanhece com dor de cabeça, porque não digeriu. O que devemos é não devolver o mal que nos foi feito. A pessoa nos diz uma palavra grave, e nós conseguimos segurar. Aí ela diz "você me desculpe, eu não tive a intenção... Você vai perdoar?" — Estou pensando. — Mas então não perdoa? você não é espírita? sou espírita, mas, agora, não tenho condição de perdoar, agora me dê licença... Geralmente, dizemos: "Perdôo de todo o meu coração"; perdoa, mas com ele nunca mais. E ainda pensamos: "Quem me fizer, faça bem feito, porque não vai ter outra oportunidade". Entretanto, o meu problema não é com ele, é comigo. Seja gentil com você. Se eu me permito viver magoado, ressentido, sofrendo, como vou amar o outro? Eu mereço ter uma vida melhor. Ao chegar ao escritório: "Bom dia!", o outro responde: "não vejo porque seja tão bom assim". Não nos ofendermos com isso; se ele está de mau humor é problema dele, A doença do mau humor requer tratamento psiquiátrico.
    Seja gentil com você. Ame-se. Não permita que ninguém torne sua vida insuportável, nem para você, nem para os outros.
    Divaldo conta o caso da pessoa que foi visitar um hospital de doentes mentais e lhe chamou a atenção, o psiquiatra. Noventa por cento dos agitados passavam perto do psiquiatra, uns diziam: Dr. já estou curado; ele respondia: Ok!; outros falavam absurdos, e ele ouvia, silenciava, ou concordava, e continuava a caminhada. No final, o visitante perguntou o por que da atitude dele, ao que respondeu: Eu sou saudável, não posso me atingir com o que dizem ou fazem, pois são doentes... E aí podemos perguntar: Será que a Terra não é um grande hospital?...
   A pessoa saudável não faz o mal conscientemente a ninguém. Mas quando está de mal consigo, agride o outro. Então seja gentil com você; seja honesto; está com raiva, admita. Estou magoado, etc. Reprimir esses ressentimentos vai ficar lhe prejudicando. Digira sua raiva; digira o ressentimento. Não os mantenha. Necessário deixar cicatrizar; às vezes fica uma cicatriz e é necessário uma cirurgia.
    Devemos nos empenhar em descobrir os nossos pontos vulneráveis. E Divaldo narra uma experiência pessoal. "Depois de anos de auto-análise, descobriu alguns pontos vulneráveis e começou a trabalhar esses pontos. Notou que atendendo o público, às vezes ficava irritado. E descobriu que o ponto vulnerável era o cansaço. Quando ia ficando cansado perdia um pouco a lucidez. O autógrafo é a oportunidade de ter um contacto com as pessoas. Alguns são tímidos, não chegam para conversar, pensam que vai incomodar. Mas o atendimento às vezes é prolongado. Começa 18h30 e vai até 1h30, 2h da manhã ainda está em pé. Quando a fila estava grande, ficava ansioso. Fez sua autoterapia: Está ali porque quer; faz porque gosta. Certo dia, uma senhora, o anjo bom, lhe disse: "Pelo menos me olhe". O sangue subiu, voltou. — Muito obrigado, porque a senhora acaba de me ajudar. "Como me fez bem. Descobri o ponto vulnerável".
    Devemos dar o direito de a pessoa ser agressiva, mas não nos dar o direito de revidar a agressão. A raiva é semelhante a uma labareda, ou um raio. Pode provocar danos incalculáveis. É inesperada. O rancor é calculado. É necessário que aprendamos a colocar um para-raio e evitemos os tóxicos do rancor. Porque esse rancor nos dá prazer. Observamos mesmo entre os companheiros espíritas. Quando alguém que não lhe é simpático sofre algum dano, algum sofrimento, a pessoa diz: "Ah! já esperava. Quando não faço, Deus faz por mim". Deus é pai dele; do outro só é padrasto.
   Não tenha prazer na infelicidade de alguém. Se devemos ter compaixão de quem sofre, devemos sentir prazer com a felicidade dos outros. Por seu intermédio, Bezerra de Menezes fez uma prece em que pede em favor dos que fazem os outros sofrerem. Geralmente pedimos pelos que sofrem, mas os que fazem sofrer estão em situação pior. Geralmente, quando alguém progride nós temos inveja. Deus sabe como ele conseguiu tal coisa. Devemos alegrar-nos com o triunfo dos outros. É uma forma de perdoar a vida, por não nos haver dado aquilo que outro recebeu. Saúde, sucesso financeiro, são responsabilidades, provações...


sábado, 11 de setembro de 2010

O Rito Moderno no Contexto da Maçonaria Universal





O Rito Moderno no Contexto da Maçonaria Universal

1.O que é o Rito Moderno?

A pergunta que serve de primeiro subtítulo ao presente artigo, sempre foi objeto de minhas indagações desde que fui Iniciado, em 11 de setembro de 1969, na Loja "Comércio e Artes". Tais indagações provinham do fato de que, ao declarar que a minha Loja adotava o Rito Moderno em seus trabalhos, notar certa estranheza por parte de meus interlocutores, quando em visita a outras Lojas, na condição de Aprendiz e Companheiro. Estávamos no limiar da década de 197O e, com o decorrer do tempo, pude constatar que havia algo mais contra o Rito Moderno. Já se faziam sentir os primeiros sinais de uma campanha, que atingiu o seu clímax em meados daquela década, com a mudança para o Rito Escocês Antigo e Aceito, promovida por várias Lojas, inclusive, pela "Comércio e Artes" e "Esperança de Nictheroy", duas das três Lojas Metropolitanas, que junto com a "União e Tranqüilidade", deram origem ao Grande Oriente do Brasil, em 17 de junho de 1822.
E, por mais estranho que possa parecer, vale ressaltar que, entre os mais ferrenhos adversários do Rito estavam muitos Irmãos praticantes do Rito Moderno, cujo propósito era o de promover a sua extinção.
Tal fato aguçou a minha curiosidade e o desejo de procurar as verdadeiras causas de tão insidiosa campanha, dando início a um trabalho de pesquisa, valendo-me dos documentos existentes na Biblioteca da Grande Secretaria de Cultura, onde encontramos farto material de consulta, inclusive, transcrição dos anais do Grande Oriente de França de determinada época.
Releva assinalar que o Grande Oriente do Brasil, nos seus primórdios, sofreu grande influência do Grande Oriente de França, tanto assim, que a sua primeira Constituição foi, como que, uma tradução da adotada por aquela Potência. E mais, a divisa - Liberdade, Igualdade e Fraternidade - instituída, em 1877, pelo Grande Oriente de França é a que, ainda hoje, é adotada pela Maçonaria brasileira regular, representada pelo Grande Oriente do Brasil.
A certa altura, em 1972 e já pertencendo aos quadros da Oficina Chefe do Rito, já tinha em meu poder um razoável acervo de anotações que me permitiu entender os motivos que levaram os nossos Irmãos franceses a promover tão audaciosa quanto profunda reforma, do Rito, em 1877, abolindo os dogmas da crença em Deus e na imortalidade da alma. Não seria temerário afirmar que, a partir da reforma, o Rito Moderno adquiriu uma identidade própria e singular, sem, contudo, ter alterado a sua estrutura primitiva; tornou-se, assim, atualizado e adequado às necessidades atuais e - por que não dizer - às profundas transformações a que, estamos assistindo e as que estão por acontecer...
O presente trabalho é uma síntese de dois outros, já realizados em 1976 e 1977 e que estão sendo ampliados, abordando algumas das facetas do Rito, segundo o conteúdo filosófico, doutrinário e humanitário dos postulados da Maçonaria Universal, da qual é ele o seu fiel e legítimo intérprete.
2.Feitas estas considerações iniciais, à guisa de ilustração, vamos trazer algumas informações sobre o Rito Moderno, que fazem parte de sua história.
O Rito Moderno é um dos seis Ritos administrados pela Potência Simbólica - o Grande Oriente do Brasil tão regular e legítimo quanto os demais.
Originariamente chamado Rito Francês, teve sua origem no ano de 1761, ria França. Instituído em dezembro de 1772, foi oficialmente instalado em 9 de março de 1773, com apenas os três Graus Simbólicos - Aprendiz, Companheiro e Mestre.
Era 1786, após uma série de acalorados debates desde a sua fundação, entre duas correntes que se formaram - uma que defendia a sua estrutura primitiva e, outra, favorável à adoção de Altos Graus - o Rito Francês passou a adotar mais quatro ordens de Graus Filosóficos. Assim permaneceu até o ano de 1 877, quando então ocorreu a grande reforma do Rito - em nosso entendimento - o grande e mais importante acontecimento de que se tem notícia na história da Maçonaria universal. Preservando a sua estrutura e a sua identidade, os nossos Irmãos franceses promoveram uma verdadeira revolução., ao abolirem os dogmas da crença em Deus e na imortalidade da alma, o que provocou violenta reação por parte da Grande Loja da Inglaterra.
Com a decisão do Grande Oriente de França, a Maçonaria inglesa assumiu uma posição de franca hostilidade, acusando aquele Grande Oriente de ter rompido a universalidade maçônica, em virtude de ter assumido uma posição de ateísmo, contrária aos postulados da Maçonaria universal. O clima de hostilidade assumiu tais proporções, que os Maçons franceses foram proibidos de freqüentar os Templos da Grande Loja da Inglaterra. Hoje, sabe-se que a posição adotada pela Grande Loja da Inglaterra deveu-se mais a motivos políticos e econômicos que, propriamente, maçônicos.
Ainda rios dias de hoje, muitos escritores Maçons - certamente, por não terem entendido o verdadeiro sentido da reforma investem contra o Rito, acusando-o de agnóstico, espúrio, ateu, etc.
Presumimos que a intensidade das críticas ao Rito está na razão direta do desconhecimento que dele têm os seus adversários e detratores. Não obstante, para alegria nossa, temos constatado que as restrições que, em passado não muito remoto, assumiram estranha virulência, hoje, vêm sofrendo um processo de arrefecimento, tendente a desaparecer.


3.Onde está, pois, a irregularidade do Rito Moderno?
A resposta a tal pergunta, vamos encontrá-la no Livro das Constituições de Anderson, publicado em 1723, por encomenda da Grande Loja da Inglaterra e que dão o suporte doutrinário à Maçonaria universal. Em 1738, as Constituições de Anderson sofreram algumas modificações que, no entanto, não alteraram o seu conteúdo.
Vejamos o que diz, em seu item 1, o documento citado:


"1. O que se refere a Deus e à religião".


O Maçom está obrigado por vocação a praticar a moral e se bem compreender os seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu, nem irreligioso libertino. Apesar de nos tempos antigos, os Maçons estarem obrigados a praticar a religião dos países que habitavam, hoje, crê-se mais conveniente não lhes impor outra religião, senão aquela. que todos os homens aceitam e dar-lhes completa liberdade, com referência às suas opiniões particulares. Essa religião consiste em serem homens bons e leais, quer dizer, homens honrados e justos, seja qual for a diferença de nome ou de convicção. Desse modo, a Maçonaria se converterá em centro de união e é o meio de estabelecer relações amistosas entre pessoas que, fora dela, teriam permanecido separadas ou não se conheceriam. "
Conforme se pode depreender do texto citado, já em 1723, o Pastor Anderson defendia a plena liberdade de consciência. Impunha, sim, a condição de que fossem homens honrados, bons e leais, aquilo que hoje chamamos de "homens livres e de bons costumes".
É, pois, fácil concluir que o Rito Moderno é um Rito regular, perfeitamente conformado aos postulados da Maçonaria universal, diferindo dos outros, tão somente, por não propiciar aos seus praticantes, o acesso ao Grau 33, o que, talvez, não seja do agrado de muitos que são Iniciados em nossa Ordem. Nós os entendemos; "são livres e de bons costumes".
Poderíamos encerrar aqui o presente trabalho, sem outras considerações, por julgá-las desnecessárias. No, entanto, como homenagem aos nossos Irmãos franceses, adiante transcrevemos uma das citações constantes dos anais do Grande Oriente de França que, pela sua beleza e profundidade, merece o nosso aplauso:
"Modificando um artigo de seus Estatutos, o Grande Oriente de França não pretendeu fazer profissão de ateísmo ou materialismo, como se poderia crer. Nada mudou, nem nos princípios nem na prática da Maçonaria. A Franco-Maçonaria francesa permanece o que sempre foi - uma Maçonaria fraterna e tolerante. Respeitando a fé religiosa e as convicções políticas de seus adeptos, ela deixa a cada um nessas delicadas questões a, liberdade de consciência. Visando o aprimoramento do homem e seu bem-estar, ela só exige àqueles que querem ser admitidos em seu seio, sentimentos de honra e de amor ao bem, para que possam cooperar utilmente na obra do progresso da civilização". (Boletim do Grande Oriente de França, ano 1876, pág. 382).
... O homem do Século XX - o século das crises, no dizer de certo historiador - assistiu e foi protagonista das transformações mais profundas e importantes da história da humanidade, em todos os tempos.
A Idade contemporânea, cujo marco inicial foi a Revolução Francesa, em 1789, está prestes a se encerrar. O acontecimento que deverá marcar o seu final e que, talvez, esteja por acontecer em breve, fica por conta dos historiadores.
Já há prenúncios do advento de um novo período histórico, que eu chamaria de "NOVA ERA". Não importa o nome que venha a ser dado, a grande realidade em nosso entendimento - é que já se delineia a fronteira que os separará.
A Maçonaria que sempre atuou como líder oculto das sociedades, como se comportará diante da perplexidade assustadora do mundo de amanhã? Os nossos Irmãos franceses, em 1877, já nos deram a resposta, com a magistral interpretação dos fundamentos da Maçonaria universal, amoldando-a às contingências de qualquer época.
Ao libertarem o Rito Moderno de qualquer influência dogmática propiciaram, aos seus praticantes a condição de livres pensadores, para o desabrochar da Maçonaria cósmica, na conquista dos ideais de LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE e para o estabelecimento de uma humanidade

sábado, 28 de agosto de 2010

O L H A R D E F R A T E R N I D A D E


O L H A R D E F R A T E R N I D A D E



( I N T E R A S S I S T E N C I O L O G I A )






I. Conformática




Definologia. O olhar de fraternidade é o ato ou efeito de dirigir os olhos para alguém,


contemplando, encarando ou examinando a pessoa atentamente, de modo fraterno ou afetuoso,


predispondo-se à intercompreensão ou à interassistencialidade.


Tematologia. Tema central homeostático.


Etimologia. O termo olhar deriva do idioma Latim Vulgar, adoculare, composto de ad,


“direção para algum lugar ou objeto”, e oculare, “dar vista; esclarecer”. Surgiu no Século XIII.


A palavra fraternidade provém do idioma Latim, fraternitas, “parentesco entre irmãos; fraternida-


de”. Apareceu no Século XV.


Sinonimologia: 01. Olhar de acolhimento; olhar de amabilidade; olhar de amizade.


02. Olhar de afabilidade; olhar de afetividade. 03. Olhar de esperança. 04. Olhar de bondade.


05. Olhar de generosidade. 06. Olhar de benevolência; olhar de benignidade. 07. Olhar de com-


placência; olhar de prodigalidade. 08. Olhar da assistencialidade. 09. Olhar de companheirismo;


olhar de compreensão. 10. Olhar de bonomia; olhar de empatia; olhar de simpatia.


Cognatologia. Eis, na ordem alfabética, 26 cognatos derivados do vocábulo fraternida-


de: antifraterna; antifraternidade; antifraterno; confraterna; confraternal; confraternar; confra-


ternidade; confraternização; confraternizar; confraterno; desfraternizar; fraterna; fraternal; fra-


ternalmente; fraternamente; fraternismo; fraternização; fraternizar; fraterno; fraticelo; fratria;


fratricida; fratricídio; maxifraternidade; maxifraternismo; megafraternidade.


Neologia. As 3 expressões compostas olhar de fraternidade, olhar de fraternidade psi-


cossomático e olhar de fraternidade mentalsomático são neologismos técnicos da Interassisten-


ciologia.


Antonimologia: 01. Olhar de antifraternidade. 02. Olhar de malícia; olhar de sedução.


03. Olhar de afetação; olhar de arrogância. 04. Olhar de cobiça; olhar de inveja; olhar de mes-


quinhez. 05. Olhar de hostilidade. 06. Olhar de antagonismo; olhar de brutalidade. 07. Olhar de


malevolência; olhar de malignidade; olhar de ódio; olhar de raiva. 08. Olhar de desprezo; olhar


de rejeição; olhar de repúdio; olhar de repulsão. 09. Olhar de execração; olhar de ruindade. 10.


Olhar de antipatia; olhar de empáfia.


Estrangeirismologia: o cold look; o eagle-eyed; o fond look; o tired-looking; o estilo


new look.


Atributologia: predomínio das percepções extrassensoriais, notadamente do autodiscer-


nimento quanto às energias conscienciais (ECs).






II. Fatuística


Pensenologia: o holopensene pessoal da energossomaticidade; os evoluciopensenes;


a evoluciopensenidade; os ortopensenes; a ortopensenidade; os lucidopensenes; a lucidopenseni-


dade; os benignopensenes; a benignopensenidade.


Fatologia: o olhar de fraternidade; a força do olhar; o exercício do sentido da visão;


o ato de mirar; a execução da leitura ocular; o ato de prestar atenção em alguém; o ato de fixação


intensa do olhar; o olhar avaliativo; os olhos de enxergar; o semblante receptivo; o sorriso franco;


o gesto afetuoso; a voz suave; a palavra cordial; o abraço fraterno; a expressão fácil empática;


a face amiga; o magnetismo exercido pelo olhar fraterno; o olhar abarcante; o olhar admirativo;


o brilho no olhar; o sorriso expresso no olhar; o ato de dizer sem palavras; o olhar de mormaço;


o olhar de peixe morto; o olhar úmido; o olhar impuro; o olhar de lado; o olhar por cima do om-


bro; o olhar de través; o olhar de revés; o olhar oblíquo; o olhar sorrateiro; o olhar espantado;


o olhar ávido; o olhar apaixonado; o olhar alucinado; o olhar apagado; o olhar vazio; o olhar per-


E nc icl opédia da Consc ienci ol ogi a 56


dido; o olhar aquilino; a áscua sutil; a qualidade da força presencial; o ato de se aprender


a olhar para o outro; a educação do olhar para transformar as atitudes; o olhar como sendo a jane-


la da consciência; o primeiro contato interpessoal; a primeira vista do compassageiro evolutivo;


o olhar sensível às necessidades alheias; o contato ocular benéfico; a condição imediatamente


antes do acolhimento interassistencial; o pré-requisito da interassistencialidade; a interassistência


olhos nos olhos; os olhos como expositores de sentimentos; o olhar qualificador da intraconscien-


cialidade; a impossibilidade de dissimulação dos sentimentos expressos no olhar; o olhar como


expressão de intenções; o olhar fraterno diluindo antipatias; o olhar afável quebrando defesas psi-


cológicas; o olhar equivalente a mil palavras; o olhar perscrutador; o olhar investigativo; o olhar


de sondagem; o olhar de consulta; o olhar de vigilância; o olhar coercitivo; o olhar encorajador;


a cordialidade; a hospitalidade; a magnanimidade do olhar; a ausência de censura; a intercompre-


ensão explícita; os vínculos vitais; a autoconsciência da fraternidade; a celebração da fraternida-


de; os exemplos de fraternidade; a mensagem de fraternidade; o dia da fraternidade universal; os


elos de fraternidade; as energias da fraternidade; a sementeira da fraternidade; a escola da frater-


nidade; os frutos da fraternidade; a Era da Fraternidade; a Terra da Fraternidade; o Estado


Mundial.


Parafatologia: a autovivência do estado vibracional (EV) profilático; as energias cons-


cienciais do olhar; a sinalética energética e parapsíquica pessoal; a doação de energias conscien-


ciais fraternas por meio do frontochacra.


III. Detalhismo


Sinergismologia: o sinergismo das iniciativas de fraternidade.


Principiologia: o princípio dos pés sobre a rocha e os paraolhos do mentalsoma no


Cosmos; o princípio dos pés no Brasil e os olhos no Mundo.


Codigologia: o código pessoal de Cosmoética (CPC).


Teoriologia: a teoria da fraternidade universal evolutiva.


Tecnologia: a técnica da interassistencialidade evolutiva.


Voluntariologia: o voluntariado conscienciológico como oportunidade para a interas-


sistencialidade.


Laboratoriologia: o laboratório conscienciológico da Pensenologia.


Colegiologia: o Colégio Invisível da Interassistenciologia.


Efeitologia: os efeitos evolutivos da fraternidade vivida.


Ciclologia: o ciclo vínculo subumano–vínculo humano–vínculo cósmico.


Enumerologia: o olhar-sorriso; o olhar-carícia; o olhar-discurso; o olhar-medicamento;


o olhar-rendição; o olhar-verdade; o olhar-força.


Binomiologia: o binômio serenidade-benignidade.


Interaciologia: a interação otimização dos meios–qualificação dos fins.


Crescendologia: o crescendo exigência mínima–excelência máxima.


Trinomiologia: o trinômio do acolhimento olhos atentos–ouvidos disponíveis–braços


abertos.


Polinomiologia: o polinômio postura-olhar-voz-gesto; o polinômio vivenciar-ajuizar-re-


fletir-definir.


Antagonismologia: o antagonismo olhar de fraternidade / mau olhado; o antagonismo


olhar desdenhoso / olhar fraterno; o antagonismo olhar acolhedor / olhar reprovador; o antago-


nismo olhar fraterno / olhar servil; o antagonismo olhar amistoso / olhar distante; o antagonis-


mo olhar de cuidador / olhar de espião.


Paradoxologia: o paradoxo da reforma íntima começar pelo olhar exterior.


Politicologia: a democracia; a conscienciocracia.


Legislogia: a lei do maior esforço.


Filiologia: a evoluciofilia; a conviviofilia.


Holotecologia: a convivioteca; a sociologicoteca.


E nc icl opédia da Consc ienci ol ogi a  57


Interdisciplinologia: a Interassistenciologia; a Intrafisicologia; a Conviviologia; a So-


ciologia; a Vinculologia; a Harmoniologia; a Evoluciologia; a Maxiproexologia; a Autodiscerni-


mentologia; a Cosmoeticologia; a Paradireitologia.






IV. Perfilologia






Elencologia: a conscin lúcida; a isca humana lúcida; o ser desperto; o ser interassis-tencial.




Masculinologia: o acoplamentista; o agente retrocognitor; o amparador intrafísico;


o atacadista consciencial; o autodecisor; o intermissivista; o cognopolita; o compassageiro evolu-


tivo; o completista; o comunicólogo; o conscienciólogo; o conscienciômetra; o conscienciotera-


peuta; o macrossômata; o conviviólogo; o duplista; o duplólogo; o proexista; o proexólogo; o ree-


ducador; o epicon lúcido; o escritor; o evoluciente; o exemplarista; o intelectual; o reciclante exis-


tencial; o inversor existencial; o maxidissidente ideológico; o tenepessista; o ofiexista; o paraper-


cepciologista; o pesquisador; o projetor consciente; o sistemata; o tertuliano; o verbetólogo; o vo-


luntário; o tocador de obra; o homem de ação; o confidente; o semeador da fraternidade.






Femininologia: a acoplamentista; a agente retrocognitora; a amparadora intrafísica;


a atacadista consciencial; a autodecisora; a intermissivista; a cognopolita; a compassageira evolu-


tiva; a completista; a comunicóloga; a consciencióloga; a conscienciômetra; a conscienciotera-


peuta; a macrossômata; a convivióloga; a duplista; a duplóloga; a proexista; a proexóloga; a ree-


ducadora; a epicon lúcida; a escritora; a evoluciente; a exemplarista; a intelectual; a reciclante


existencial; a inversora existencial; a maxidissidente ideológica; a tenepessista; a ofiexista; a pa-


rapercepciologista; a pesquisadora; a projetora consciente; a sistemata; a tertuliana; a verbetóloga;


a voluntária; a tocadora de obra; a mulher de ação; a confidente; a semeadora da fraternidade.






Hominologia: o Homo sapiens fraternus; o Homo sapiens orthopensenicus; o Homo sa-


piens interassistentialis; o Homo sapiens communicologus; o Homo sapiens cosmoethicus; o Ho-


mo sapiens tenepessista; o Homo sapiens offiexista.


V. Argumentologia


Exemplologia: olhar de fraternidade psicossomático = o gerado a partir das emoções ta-


conísticas, consoladoras, espontâneas da conscin; olhar de fraternidade mentalsomático = o gera-


do pela racionalização cosmoética, tarística, do autodiscernimento interassistencial da conscin.


Culturologia: a cultura da fraternidade interassistencial, teática, evolutiva, cosmoética


e policármica.


Caracterologia. Sob a ótica da Interassistenciologia, eis, por exemplo, na ordem alfabé-


tica, 10 traços interativos do perfil da conscin lúcida mais predisponentes à geração dos olhares


de fraternidade interassistencial:


01. Amabilidade.


02. Educação.


03. Elegância.


04. Fineza.


05. Leveza.


06. Lhaneza.


07. Lisura.


08. Polidez.


09. Suavidade.


10. Urbanidade.


E nc icl opédia da Consc ienci ol ogi a 58


VI. Acabativa


Remissiologia. Pelos critérios da Mentalsomatologia, eis, por exemplo, na ordem alfabé-


tica, 10 verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia, e respectivas especialidades e temas cen-


trais, evidenciando relação estreita com o olhar de fraternidade, indicados para a expansão das


abordagens detalhistas, mais exaustivas, dos pesquisadores, mulheres e homens interessados:


01. Abridor de caminho: Interassistenciologia; Homeostático.


02. Autexpressão: Comunicologia; Neutro.


03. Categoria da minipeça interassistencial: Interassistenciologia; Homeostático.


04. Cuidadologia: Interassistenciologia; Homeostático.


05. Expressão facial: Comunicologia; Neutro.


06. Olho clínico: Autodiscernimentologia; Neutro.


07. Paraconexão: Interassistenciologia; Neutro.


08. Perfil assistencial: Interassistenciologia; Homeostático.


09. Produção do esclarecimento: Interassistenciologia; Homeostático.


10. Tangenciologia: Interdisciplinologia; Neutro.


O OLHAR DE FRATERNIDADE É A PRIMEIRA REAÇÃO


POSITIVA E O PRIMEIRO CARTÃO DE VISITA ENERGOS-


SOMÁTICO DA CONSCIN LÚCIDA, INTERASSISTENCIAL,


EM FAVOR DOS COMPASSAGEIROS DE EVOLUÇÃO.




Questionologia. Como interpreta você, leitor ou leitora, o próprio olhar inicial sobre al-


guém? Em geral é de fraternidade? Você está ciente da mensagem expressa nos próprios olhos?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Se não extirpam de vós mesmos as causas da inimizade, da ambição, da avidez, são falsos os vossos deuses e vos conduzirão à desgraça. Só a benevolência e a compaixão são capazes de promover a ordem e a paz no mundo; (…) O Egoísmo e o Problema da Paz, Ora bem, (…) Num mundo como o atual, em que há tanta violência, (…) ódio e brutalidade, a palavra “compaixão” é quase sem significação. (…) Há violência em todos nós, consciente ou inconscientemente. Existe agressividade, o desejo de ser ou “vir a ser” algo, o impulso nos para “expressarmos” custe o que custar, para nos preenchermos sexualmente, nas relações sociais, no escrever, no pintar (…) Experimente um Novo Caminho (…) O pensamento não pode, em circunstância nenhuma, cultivar a compaixão (…) Mas, se cada um de nós não tiver um profundo sentimento de compaixão, tornar-nos-emos cada vez mais brutais e desumanos uns com os outros. (…)Para produzir ordem, vós mesmos deveis ter consideração e compaixão para com outrem. A ação nascida do ódio só pode criar futuros ódios. A raiva em todas as circunstâncias é a ausência de compreensão e amor. (…) Não estais realmente preocupado com a injustiça; se estivésseis, jamais vos zangaríeis; (…) Se nas nossas relações humanas existirem a compaixão e o perdão, a generosidade e a benevolência, como pode haver também brutalidade e ódio? Se não tivermos amor, como poderá haver ordem e paz? (…) (Idem, pág. 46)



(…) se quereis a paz, urge empregardes meios pacíficos (…) Só a benevolência e a compaixão tornarão possível a paz no mundo, não a força, nem a sagacidade, nem a simples legislação. (O Egoísmo e o Problema da Paz, Perdemos o sentimento de humanidade; reconhecemo-nos responsáveis somente perante a classe ou grupo a que pertencemos; (…) perante um nome, um rótulo. Perdemos a compaixão, o amor ao todo, e, sem essa vivificante chama da vida, volvemo-nos para os políticos, (…) os sacerdotes, (…) Em nada disso há esperança. Só no interior de cada um de nós reside a compreensão criadora, a compaixão, tão necessária para o bem-estar do homem. Os meios criam os fins justos; (…) O Egoísmo e o Problema da PazQuando há compaixão, o sentimento da compaixão, ela não atinge apenas o pobre aldeão ou o animal faminto; sua intensidade é sempre a mesma onde quer que estejais, numa choça ou num palácio (…) O Homem Livre.


E essa excelência que chamamos amor é compaixão, a qual inclui a ternura, a bondade, a generosidade, etc. (…) Viagem por um Mar Desconhecido, Acho, pois, necessário que a mente humana compreenda totalmente essa questão - o que é a bondade. A palavra “bondade' não é o fato, (…) não é a coisa (…) A bondade só pode desabrochar, florir, na liberdade. A liberdade não é uma reação, (…) e tampouco é uma resistência ou revolta contra alguma coisa. É um estado de espírito; e esse estado de espírito (…) não pode ser compreendido se não há espaço. A liberdade exige espaço. (O Descobrimento do Amor, Aí está a razão por que importa descobrir se uma pessoa pode ser boa, (…) sem se esforçar para ser boa, sem lutar para libertar-se da inveja, da ambição, da crueldade (…) Pode haver bondade, sem se fazer esforço para “ser bom”? Acho que só haverá, se cada um de nós escutar, ficar atento. (…) Esquecei todos os livros que lestes, tudo o que vos têm ensinado, e prestai atenção à asserção de que não pode haver virtude, enquanto houver esforço para ser virtuoso. (…)


(…) Qual é a relação entre amor e compaixão, ou são eles o mesmo movimento? Quando usamos a palavra “relação”, ela implica dualidade, separação, mas estamos perguntando que lugar tem o amor na compaixão, ou é o amor a mais alta expressão da compaixão? Como pode ter compaixão se você pertence a alguma religião, segue algum guru, crê em alguma coisa, em escrituras, etc., se estiver apegado a uma conclusão?


Quando você aceita um guru, chega a um desfecho, ou se você acredita fortemente em deus ou num salvador, nisto ou naquilo, pode haver compaixão? Você pode dedicar-se a trabalho social, ajudar o pobre desamparado de piedade, simpatia, caridade, mas isso é tudo que compreende o amor e a compaixão, Estamos tentando descobrir se é possível viver neste mundo sem nenhum medo, conflito, com um enorme senso de compaixão, o que exige grande soma de inteligência. Você não pode ter compaixão sem inteligência. E essa inteligência não é atividade do pensamento. Você não pode ser compassivo se está ligado a determinada ideologia, a um particular tribalismo estreito, ou a algum conceito religioso, porque tudo isso é limitação. A compaixão só pode surgir, despertar, quando há o fim do ressentimento, o que representa o fim do movimento egocêntrico. O amor é como a morte. Amor significa compaixão. Amor, compaixão, significa inteligência suprema, não a inteligência de livros, de estudiosos e da experiência. Isso é necessário até certo ponto, mas só há a quintessência da inteligência total quando há amor, compaixão. Não pode haver compaixão e amor sem morte, que é o fim de todas as coisas. Então há criação. Ou seja, o universo, não de acordo com os astrofísicos, é a suprema ordem. (…)


E essa inteligência não pode existir sem compaixão, amor e morte. Isso não é um processo de meditação, mas de profunda investigação. Inquirir com grande silêncio, não “eu estou investigando”. Grande silêncio, grande espaço. O que é essencialmente amor, compaixão e morte é a aludida inteligência, que é criação. Criação existe quando estes outros dois existem: amor e morte. Tudo o mais é invenção (…) No entendimento da natureza do amor, havendo a virtude da mente unida ao coração, surge a inteligência. A inteligência é o entendimento ou descoberta do que é o amor. Inteligência nada tem a ver com o pensamento, esperteza, conhecimento. Você pode ser muito eficiente em seus estudos, no seu trabalho, ser capaz de discutir habilmente, racionalmente, mas isso não é inteligência. A inteligência é acompanhada de amor e compaixão, e você não pode chegar a essa inteligência como um indivíduo (isolado).


A compaixão não é sua nem minha, da mesma forma que o pensamento não é seu nem meu. Quando há inteligência, não há eu e você. E a inteligência não fica em seu coração ou em sua mente. Tal inteligência, que é suprema, está em toda parte. Ela é a inteligência que move a terra e os céus, as estrelas, porque ela é compaixão. E onde há qualidade de amor, então daí surge a compaixão; onde há compaixão há inteligência - não a inteligência do interesse próprio, não a inteligência do pensamento, não a inteligência (…) do acúmulo de conhecimento, pois a compaixão nada tem a ver com conhecimento - mas a inteligência que proporciona segurança à humanidade, estabilidade e um vasto sentido de expansão. (…) Quando compreendo a mim mesmo, compreendo a vós, e dessa compreensão nasce o amor. O amor é o fator que está faltando - há falta de afeição, de cordialidade, nas relações; e porque falta esse amor, essa ternura, essa generosidade, essa compaixão, em nossas relações, escapamo-nos para a ação em massa, que produz maior confusão e maior miséria. (…) O amor ultrapassa e sobreleva tudo isso; ele transcende o plano dos sentidos. É em si mesmo eterno e independente, e não um resultado. Nele há misericórdia e generosidade, perdão e compaixão. Com o amor, surge a humildade e a brandura (…) (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, O amor não é oposto de coisa alguma. Não é o oposto do ódio ou da violência (…) Para o homem que ama não há erro; ou, se há, sabe corrigi-lo imediatamente. O homem que ama não tem ciúme, (…) remorsos. Para ele não existe o perdão, porque nunca surge uma ocasião em que haja algo para perdoar. Tudo isso exige profunda investigação (…) (Fora da Violência, Vossa comiseração, pois, não é amor. E é amor o perdão? Que está implicado no perdão? Vós me insultais e eu fico ressentido e guardo isso na lembrança; depois (…) digo: “perdoo-vos”. (…) Um homem que ama não guarda inimizade, sendo indiferente a todas essas coisas, (…) Enquanto a mente é o árbitro, não há amor; porque a mente só arbitra segundo o interesse de posse (…) A mente só pode corromper o amor, não pode dar beleza.

TEMOS QUE APRENDER




•O medo te mantém prisioneiro, a esperança te liberta.



•As ilusões perdidas são verdades encontradas.


•Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos.


•Poucas coisas no mundo são mais poderosas que um impulso positivo – um sorriso. Um mundo de otimismo e esperança, um ‘você consegue’ quando as coisas estão difíceis.


•Os verdadeiros vencedores na vida são pessoas que olham para cada situação com a esperança de poder resolvê-la ou melhorá-la.


•Deixe suas esperanças, e não seus ferimentos, moldarem seu futuro.


•Cada dia chega trazendo seus próprios presentes. Desamarre as fitas.


•Vencedor é aquele que acredita em si próprio em sua capacidade de superar obstáculos.


•Lembre-se sempre que você é absolutamente único. Assim como todos os demais.


•Aquele que se apaixona por si mesmo não terá rivais.


•A felicidade é quando a oportunidade chega… e a porta está aberta para ela entrar.


•Depois do fim ainda existe a possibilidade do além.


•Tudo é possível quando se quer. Sem luta não há glória.


•Se “derrotas” aconteceram, que elas não nos abalem. Antes, sejam encaradas como um aprendizado na conquista de vitórias. Sempre é tempo de recomeçar.


•Quando estamos cheios de bons pensamentos, parece-nos que o mundo está repleto de oportunidades.


•Saibas que a felicidade estará em todos os momentos que permitires senti-la.


•Dois homens olharam através das grades da prisão; um viu a lama, o outro as estrelas.


•Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer.


•A hora mais escura da noite é justamente aquela que nos permite ver melhor as estrelas.


•Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma luz na escuridão da mera existência.


•Todas as coisas são possíveis até que elas são comprovadas impossíveis – e mesmo o impossível pode somente ser assim agora.

domingo, 15 de agosto de 2010

DIA DO MAÇOM.'.



     O autêntico maçom tem consciência de que exerce uma ação da própria natureza. Os seus ensinamentos e suas práticas estão ligados à verdade. E o seu corpo é um templo de Deus: pelo propósito de servir, pela perfeição de seu caráter, por ser, em todos os tempos, um autêntico e abnegado Mestre, pela força da ação de seu amor ao próximo, pela beleza que sempre irradiou e pela sabedoria que sempre se destacou. Por tudo, nesse dia 20 de agosto, em que se celebra o Dia Nacional do Maçom, confessamo-nos agradecidos e felicitamos à Sublime Fraternidade Universal por nos haver inspirado e mostrado a vereda da dignidade que todos devemos tomar como molde de nossas intenções e do nosso porvir...
Parabéns a todos desta gloriosa fraternidade...

sábado, 7 de agosto de 2010

G.'.A.'.D.'.U.'.


Terapia do elogio


.'.!! !! !! !.'.
Os terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes; não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se valorizando os defeitos dos outros.
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias das classes média e alta.
Já não vemos os homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos pais e filhos elogiando-se; amigos, etc.
Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.
Essa ausência de elogio tem afectado muito as famílias.
A falta de diálogo em seus lares e o excesso de orgulho impedem que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios.
Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.
Vamos começar a valorizar as nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam.
O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer se sentir querido, a boa dona de casa valorizada, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro; é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa. Quanta pessoa poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?


Começa agora!

sábado, 24 de julho de 2010

OBRIGAÇÕES DOS IIr.'.




                                      *Primeira Obrigação*

No decorrer dos trabalhos ritualísticos, cada qual

deve cuidar de manter a decência na indumentária e em suas atitudes.

*Segunda Obrigação*

A exatidão é o mínimo dos seus deveres. A chegada em

atraso do irmão impede de começar os trabalhos na hora prevista. De outro

lado, a chegada no decorrer da sessão perturba a serenidade dos trabalhos em

Loja. A Chegada com 20 minutos de antecedência à abertura dos trabalhos,

serve não somente para estreitar os laços fraternais que unem os irmãos da

oficina, mas contribui para conhecer os irmãos visitantes.

*Terceira Obrigação*

Os encontros fraternais, fora do templo deveriam ser

multiplicados, a fim de estreitar os laços que nos unem, fazendo com que os

irmãos se conheçam melhor entre si.

*Quarta Obrigação*

Os irmãos parecem perder de vista as obrigações

assumidas, quando de sua iniciação, de assistir regularmente aos trabalhos.

Em caso de ausência os irmãos são obrigados a justifica-la.

*Quinta Obrigação*

O conhecimento da Maçonaria implica a leitura de

literatura maçônica. Os irmãos deveriam utilizar a biblioteca ou consultar

um catálogo de obras maçônicas que podem adquirir.

*Sexta Obrigação*

O pagamento regular das cotizações é importante para

a boa gestão de uma oficina. Aquele que se sentir apertado para ajustar suas

cotizações deve abrir-se com o Venerável sobre o assunto, pedindo-lhe um

prazo ou uma remissão parcial ou mesmo total.

*Sétima Obrigação*

Os irmãos deveriam tomar parte nos trabalhos de

outras oficinas. Isto serve à comunidade maçônica e ao maçom em particular,

estreitando os laços que nos unem.

*Oitava Obrigação*

Multiplicar as relações particulares entre os

irmãos, afim de melhor conhece-los e fazer-se conhecer por eles. O amor

fraterno do próximo não pode tornar-se efetivo se não nos conhecermos bem.

Freqüentar apenas os mesmos irmãos conduz a formação de clãs prejudiciais à

Ordem.

*Nona Obrigação*

O comportamento dos irmãos na vida profana é muito

importante para a reputação da Maçonaria e sua irradiação. É necessário ter

sempre no espírito

*“Deve-se reconhecer o maçom pelos seus atos”. Atenção, tolerância (sem

covardia), generosidade são condições a preencher para realizar o amor

fraterno dos humanos. Não há melhor propaganda para a Ordem senão as

relações cordiais e o exemplo dado pelos irmãos.*

Sobre a Maçonaria

O que é a Maçonaria?- A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.

.Por que é Filosófica?-É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.

.Por que é Filantrópica?- É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.

.Por que é Progressista?- É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.

.Quais são os seus princípios?- A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.

.Qual o seu lema?- Ciência - Justiça - Trabalho: Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.
Qual é seu objetivo?- Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.
O que entende a Maçonaria por moral?- Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
O que entende a Maçonaria por virtude?- A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
O que entende a Maçonaria por dever?- A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também, devemos proteger e servir aos nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.
A Maçonaria é religiosa?- Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá, o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contra posição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do UNIVERSO, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônicas.
A Maçonaria é uma religião?- Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.
Para ser Maçom é necessário renunciar à religião a qual se pertence?- Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; Padre Diogo Antonio Feijó; Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.
Quais outros homens ilustres que foram Maçons?- Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.
Somente na Europa houve Maçons ilustres?- Não. Também na América existiram. Os libertadores da América foram todos maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O'Higgins, na Argentina; Bolivar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador Dom Pedro I no Brasil.
Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons?-D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
Então a Maçonaria é tolerante?- A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus. membros a mais ampla tolerância. Respeita as. Opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.
O que a Maçonaria combate?- A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.
A Maçonaria é uma sociedade secreta?- Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
Quais as principais obras da Maçonaria no Brasil?- A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os maçons tomaram parte ativa. Quais as condições individuais indispensáveis para poder pertencer a Maçonaria?- Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou oficio lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.
O que se exige dos Maçons?- Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E em particular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; a prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.
O que é um Templo Maçônico?- É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.
O que se obtêm sendo Maçom? -A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base de respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo, o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.